Brincadeira com blogs e "universos paralelos"

Há um episódio do Star Trek: The Next Generation em que um personagem (virtual, mas self-aware) do Holodeck exige sair do mesmo, para explorar o universo, e toma o controlo do computador da Enterprise, ameaçando destruí-la caso não lhe dêem o que ele quer. Como ele é apenas um holograma com inteligência artificial, não há realmente forma de o fazer sair do Holodeck, para um corpo físico. Mas ele não aceita essa explicação, e não há maneira de ele ceder o controlo da nave sem ser a bem. Como é que resolvem o problema? Criando um universo virtual que inclui a saída do Holodeck, o resto da nave, uma shuttle para ele usar para sair dali, e um “universo” com tamanho e detalhe suficientes (é óbvio que não simulam o universo inteiro, isso seria impossível) para ele o poder explorar durante décadas sem se aperceber de que não é real. Ou seja, ele julga que sai do Holodeck, mas continua nele.

Isto vem a respeito do quê? De um problema peculiar com que me deparei há pouco tempo. Acabei por não pôr em prática esta solução, mas, ao pensar nela, achei-lhe tanta piada que a quero partilhar aqui. :)

Imagina isto: tens um blog, onde aceitas comentários, e há um tipo que lê o teu blog todos os dias, e que responde a quase todos os comentários de outros leitores. E, ao responder-lhes, ele é… meio opressivo. Não insulta propriamente as pessoas, mas “espanta-as”, fá-las sentir-se atacadas, dissecadas e estúpidas, e torna os comentários do teu blog um sítio desagradável. E toma conta de todas as discussões. Não é má pessoa, nem propriamente um “troll”, mas tem uma personalidade intragável. Notas claramente que esse tipo faz com que as pessoas deixem rapidamente de visitar o teu blog, ou pelo menos de comentar nele, já que já sabem o que as espera se o fizerem.

Logo, o ideal era que ele deixasse de vir ao teu blog, ou pelo menos de comentar nele. Mas há um senão: não o queres realmente expulsar. Tens as tuas razões para não querer criar qualquer tipo de conflito com ele, para não querer “queimar as pontes”. Querias que ele deixasse de vir por vontade dele, mas não estás a ver isso a acontecer.

E notas que ele acede, e acedeu sempre, a partir do mesmo IP. Ou seja, não tem dial-up, nem viaja, nem vai a cibercafés. Acede sempre do mesmo sítio.

Bloquear o IP dele, assim, é a primeira coisa que vem à cabeça, certo? Ele pensará que o blog está temporariamente em baixo, inicialmente…

Mas isso não resulta, porque eventualmente ele verá que nunca consegue aceder, e, das duas uma: ou entrará em contacto contigo por mail para saber o que se passa (o que não queres), ou irá, um dia, a um cibercafé ou outro sítio, e notará que daí acede sem problemas, o que lhe mostrará que foi bloqueado. Resumindo: se ele não consegue aceder da forma habitual, tentará de outras formas, ou perguntará o que se passa.

Então, o que fazer? Há a solução Star Trek. :) Criar uma cópia completa do blog (ficheiros e BD), tal como ele está no momento, no mesmo servidor, com um endereço diferente, não divulgado. E, depois, no Apache, redireccionar todos os acessos do IP dele para essa cópia! Ele continuará a aceder ao “blog” sem problemas, e poderá até comentar nele. Pode estranhar a ausência de novos posts, mas isso resolve-se com um post nosso, nesse blog, a dizer “ando com falta de tempo, não devo escrever aqui por uns tempos”.

Ele não notará qualquer problema, e por isso não tentará aceder de outro sítio. Depois de algumas semanas sem posts novos, ele pensará que deixámos mesmo de escrever no blog. Eventualmente, passará a considerar o mesmo um blog “morto”. Não fica ofendido, não nos chateará… e, com sorte, nunca desconfiará que estava a aceder a um “universo” diferente do resto do mundo. :)

Isto é uma ideia meio maluca, eu sei. :) Mas eu sou assim. :D É para casos específicos, obviamente, já que num caso normal expulsar-se-ia simplesmente o personagem em questão. Mas acredito que seria algo divertido de se fazer. :)

Testes de Sites: melhorar pequenas coisas

Há dias, experimentei submeter um dos meus sites, o Planet Atheism, a vários testes (ver abaixo). A razão pela qual escolhi esse site foi, de certa forma, para me “desafiar”; blogs são comuns demais, e em mini-sites eu controlo tudo a um ponto que não dá luta. :) O PA é um desafio porque agrega conteúdo de (actualmente) 90 blogs diferentes, usando os feeds deles (com permissão de cada um, é claro), e a maior parte dos bloggers não é técnico, nem se preocupa com coisas como “HTML válido”. O que eu faço é, além de partir dos feeds, filtrar certas tags “más”, e depois ainda passar o resultado pelo Tidy, com um conjunto de parâmetros específico. Resultado: XHTML 1.0 Transitional válido. Foram precisos meses para limar arestas (ocasionalmente, ainda vinha algum post com algum tipo de tag que “estragava” todo o site), mas já há bastante tempo (uns 3 meses ou mais) que não há qualquer problema. E é um site pequeno (tem menos de 10 páginas diferentes), e de sucesso crescente (actualmente, uns 300 hits por dia, mais 200 a ler o feed, e isso vem a aumentar a pouco e pouco). Logo, foi a “vítima” perfeita.

Que testes fiz? Para já, o Sitescore da Silktide, cuja versão 2 foi recentemente lançada. É um excelente teste, que “ataca” coisas nas quais nunca tinha pensado (ver à frente), e que é bom para nos fazer “regressar à Terra”, quando pensamos que não há o que melhorar num site. :)

Depois, fiz este conjunto de testes. São, na sua maioria, testes de acessibilidade, e vão desde coisas básicas (ex. imagens com a descrição “alt”) até alguns exageros (na minha opinião), que só se podem resolver usando XHTML Strict (ou seja, Transitional 100% válido falha). De qualquer forma, serviram para corrigir algumas coisas.

Como disse, achei o Sitescore bastante interessante, porque me chamou a atenção para coisas nas quais não tinha pensado. Por exemplo, uma das pontuações refere-se à legibilidade dos URLs. É certo que, na maior parte dos casos, as pessoas navegam até cada URL, ou usam bookmarks, mas, mesmo assim, porque não usar preferencialmente URLs sem coisas tipo ?id=01923? Ou, por exemplo, porque é que somos tão obcecados por mostrar a tecnologia ao utilizador: .html, .php, .asp, etc.?

Outra coisa que o teste aponta são os links para sítios diferentes com o mesmo texto. Por exemplo, “para fazer isto, clique aqui, e para fazer aquilo, clique aqui.” Idealmente, o texto seria diferente para cada um, em vez do “clique aqui” repetido. Mais idealmente ainda, o texto seria descritivo do link em questão (ex. “tabela de tipos de zombies“), em vez de um “clique aqui” genérico.

Claro que estas coisas não são absolutamente vitais, mas o “vital” não requer testes destes; vê-se logo. :) Porque não atacar estes pequenos problemas? Em poucos minutos de alterações, fiz o Sitescore do Planet Atheism subir vários pontos, melhorei o HTML do site, tornei os URLs mais “bonitos”, e assim por diante. (não deu para resolver o problema do texto dos links, porque o conteúdo é agregado de vários sites, e não vou realmente estar a modificar esse conteúdo.)


Novidades no fórum (20070612)

Enquanto o fórum não “pega” (isto parece o motor de um carro), tenho de o ir promovendo desta forma. :)

E não só. Vá, registem-se e participem! :)

Safari para Windows

Saiu hoje o browser Safari para Windows. Para quem não sabe (o que duvido que aconteça com a maioria dos leitores deste blog), é o browser de “default” no Mac OS.

Ainda está em beta, e já vi várias pessoas a queixar-se de pequenos problemas, por isso suponho que não vá, pelo menos para já, substituir o Firefox ou o Opera como browser habitual de quem usa Windows (e quem ainda usa IE, provavelmente, nem sabe o que é um “browser” e chama ao IE “a internet” :) ). Mas pode ter, mesmo para quem não o escolha usar, um uso importante: testar sites. Afinal, qualquer web developer / designer decente testa o que faz em vários browsers (sim, mesmo o IE :) ), e, se não tivesse um Macintosh à mão, testar no Safari podia ser complicado. A existência de uma versão Windows resolve o problema.

Lançar um Fórum

Fórum Arte de Blogar

Lançar um novo fórum, quando não se tem já um grande “público”, é sempre complicado.

Por exemplo, no meu caso, lançar o Pato da Destruição não foi um grande problema, porque o fórum foi criado mais para eu e um grupo de familiares e amigos, com gostos semelhantes, falarmos de vários assuntos. Com o tempo, o fórum começou a atrair mais pessoal, interessado pelos mesmos temas, e agora tem uma participação razoável; poucos membros activos, mas bastante conteúdo. No fundo, é como um grupo de amigos a falar de algum assunto num sítio público, e ocasionalmente outros juntam-se à conversa, ou passam até a fazer parte do grupo.

O Fórum de Nintendo DS foi mais complicado. O que o ajudou a lançar foi uma “press release” paga que eu escrevi, e que chamou a atenção inicial de muita gente para o fórum. Isso não ajudou a curto prazo, já que as pessoas visitavam o fórum, viam aquilo vazio, e não se registavam — círculo vicioso. Mas, com o passar do tempo, e graças a muitos posts escritos por mim (a contar o que ia jogando, a falar de novidades, etc.), o pessoal começou-se a registar. Neste momento, o fórum tem quase 500 membros e 13000 posts.

Um fórum facílimo de lançar foi o de Pokémon. Porquê? Porque havia já muita gente a falar de Pokémon no fórum de DS. Inicialmente, criei lá uma secção de Pokémon (sem ser directamente sobre os jogos), mas essa secção começou a crescer tanto que estava a “dominar” o fórum, e isso justificou a criação de um novo (deixando assim o de DS só para consolas e jogos). O crescimento desse fórum tem sido brutal — sobretudo porque não tem concorrência directa em Portugal.

Este caso foi, obviamente, uma excepção: deu para usar um fórum para “encher” outro, e o pessoal já sabia com o que podia contar (os fóruns têm os mesmos moderadores, usam o mesmo software, etc.; foi só mudar para o novo).

E isto tudo vem a respeito do quê? Do novo Fórum Arte de Blogar, criado há poucos dias. Obviamente, estou a querer “lançá-lo”. Acredito que poderá ser um sucesso, e um recurso interessante e útil para muita gente (sobretudo porque também não há nada do género, em Portugal). Mas custa a “pegar”. As pessoas vão lá, vêem aquilo com meia dúzia de gatos pingados registados, meia dúzia de posts, e não se registam, porque pensam que aquilo “não está a dar nada”, “está morto”, e afins. Círculo vicioso, outra vez.

Eu vou fazer a minha parte, que é tentar “lançar” conversas. Já o fiz (ex. “O que é que vos dá mais dinheiro?“, para iniciar um tema de discussão, e cada um falar das suas experiências), e vou continuar a fazê-lo (se bem que posts mais “informativos” fazem mais sentido estar aqui no blog). Mas preciso de ajuda, pessoal! Não sejam tímidos. :) Registem-se, façam perguntas, respondam a questões, e assim por diante! Não custa nada, e podemos fazer do fórum o DigitalPoint português! :)

Usabilidade em séries

Acho que não teria jeito para vendedor… sou honesto demais em relação aos meus erros. Quando faço disparates dos grandes, admito-o… e isso parece mal, eu sei. :)

Por exemplo, um disparate grande, neste blog, que demorou 1 ano e 4 meses a ser corrigido. Um disparate de usabilidade.

Estão a ver a série? Imaginemos que alguém acabou de a descobrir. Até há horas atrás, abria a parte 1, lia-a… “e agora?”

Pois é, faltava um link para a parte seguinte em todas as partes. Era preciso fazer “back”, voltando assim ao índice, e depois clickar na parte seguinte. O que é absolutamente ridículo, estúpido, e… bom, chega de de me auto-punir por agora.

Porque é que reparei nisto hoje? Porque, como mencionei no post anterior, estive há bocado a fazer uma coisa que nunca tinha feito antes: ler a série toda, parte após parte (para corrigir erros e actualizar algumas coisas). E depressa constatei que a navegação era péssima.

E nunca tinha reparado nisso, porque os posts foram escritos (e lidos, para detectar erros) um a um, na altura. Ou seja, nunca tinha de navegar de um para o outro. Até hoje.

Bem, é uma lição de usabilidade (e de humildade também, de certa forma). Moral da história: é essencial pormo-nos no lugar dos utilizadores, sobretudo no caso de um que tenha chegado ao nosso site pela primeira vez, e não saiba o que nós sabemos.

E agora tenho de fazer o mesmo para a versão em inglês da série… ouch… acho que deixo para amanhã. :)

Actualização da Série Arte de Blogar

Comecei há bocado a rever, post a post, a Série Arte de Blogar, e tenho corrigido ou actualizado pequenas coisas na maior parte deles (ainda vou a meio, mas acabo daqui a pouco).

Ora, é possível que certos agregadores “pensem” que os posts em questão são novos (apesar de a data não ter mudado). É só para avisar que podem começar a ver posts mais antigos no vosso agregador. Isso em teoria não acontece, mas já vi tudo. :)

Já agora, porque não (re)ler a série, da qual até tenho algum orgulho? ;)

Primeira Lei do SEO

(do que é que eu estou a falar?)

50% do SEO é a tag <title>.

Parece exagerado, não é? Algo tão simples…

Porque é que essa tag é tão importante, afinal?

  • Existência: parece impossível que isto seja um factor nos dias que correm, mas é verdade. Ainda é comum ver sites sem a tag <title>; sobretudo sites corporativos, e sobretudo quando feitos por “designers” que usam FrontPages e acham que o Internet Explorer “é o standard”. E, tenho pena de dizê-lo, sobretudo em Portugal. Depois espantam-se por posts em blogs pessoais aparecerem nos resultados de pesquisas acima dos sites oficiais das empresas / marcas / produtos…
  • Individualidade: cada página de um site deve ter um título próprio, em vez de o site inteiro ter todas as páginas com o mesmo nome. Isto normalmente não é um problema em blogs (já que os posts têm de ter títulos), mas acontece noutros tipos de sites. Os designers desses são versões ligeiramente melhores dos mencionados no ponto anterior: já sabem que a tag <title> existe, mas não a sabem usar :) )
  • Atractividade para motores de busca: um bom título deve incluir as palavras / expressões que se quer que façam vir parar à página em questão. Ou seja, um post sobre um produto deve incluir o nome dele… um post sobre um tema deve, idealmente, incluir o tema… e assim por diante.
  • Atractividade para seres humanos: por outro lado, não devemos ficar tão presos ao ponto anterior que, por isso, usemos títulos que soem de forma “artificial”, só para terem as palavras-chave para os motores de busca. Um título deve atrair leitores, também — seja nos resultados de pesquisas, seja em feeds, seja em links noutras páginas (assumindo que usam o título da página como texto no link).

Concluindo: há que não esquecer os dois primeiros pontos, e conseguir equilibrar os dois últimos.

Mais sobre isto em A Importância dos Títulos.

As Três (?) Leis do SEO

Nos últimos tempos, tenho andado a ler (e reler) Asimov, o que inclui várias histórias / mistérios com robots, girando à volta das Três Leis da Robótica, que ele criou.

Logo, como aquilo que a gente faz nos influencia, pensei em inventar algo parecido para a Optimização para Motores de Busca (SEO). Porque não? :) “Leis”, aqui, parece algo final e autoritativo, e relacionado com “ordens” (o que as da Robótica são), mas não é essa a ideia; são simplesmente “verdades” ou “conclusões” sobre o SEO, que podem estar mais ou menos correctas, e que muito provavelmente serão actualizadas, corrigidas ou modificadas no futuro.

Nem sei se serão 3, daí o “(?)” no título deste post. :) Bem, a Primeira Lei do SEO (soa bem, não soa?) vai no post a seguir.

Fórum Arte de Blogar

Tenho o prazer de anunciar o novo Fórum Arte de Blogar. Acabou de ser criado, por isso não tem ainda posts :) , mas a minha intenção é que esse fórum passe, rapidamente, a ser o maior fórum sobre blogging, SEO, monetização de blogs e sites e afins, na língua portuguesa. Acredito que é perfeitamente possível, já que há pouca concorrência, e o fórum vai, assim, preencher uma lacuna existente.

Assim sendo, registem-se, e participem. Vá, não sejam tímidos. :)





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