(NOTA: este post é parte da série Arte de Blogar)
Esta parte da série é completamente opcional; porém, na minha opinião, segui-la é uma boa ideia, com várias vantagens, e, pelo que eu sei, nenhuma desvantagem.
Depois de leres a parte 16 da série, já deves ter o feed configurado, ou já o tinhas, mas agora sabes onde está.
No entanto, caso tenhas o teu blog num servidor em casa, isso pode gastar muita largura de banda, já que cada agregador tem de aceder ao teu servidor para recolher o feed, periodicamente. Isso para não falar de que muita gente usa o seu próprio browser (ex. Firefox) ou programa de email (ex. Thunderbird) como leitor de feeds. Cada utilizador, nestes casos, significa um acesso.
Uma alternativa que uso e recomendo é o FeedBurner. Trata-se de um serviço gratuito (se bem que tem uns serviços opcionais pagos, que dão mais detalhes nas estatísticas, entre outras coisas) que funciona da seguinte forma: forneces-lhe o endereço do teu feed. De seguida, o FeedBurner dá-te um novo endereço (normalmente algo como http://feeds.feedburner.com/NomeDoFeed), que deverás passar a usar, e a fornecer aos teus leitores. Por outras palavras, a partir daí só haverá um leitor do teu feed “real” - o próprio FeedBurner. Todos os outros leitores / agregadores usarão o feed deste último.
Só por isto, penso que já é um bom motivo para o utilizar. Mas há mais. (estou a tentar que isto não pareça que estou a fazer marketing para eles - não estou, e não há aqui links de afiliado. Simplesmente, acho úteis os serviços deles.)
- primeiro, estatísticas. No site do FeedBurner, há imensa informação sobre quem acede ao teu feed, incluindo se são pessoas ou bots, que software / agregadores / serviços eles usam, ou que outros sites fazem “sindicação” do teu feed.
- segundo, eles têm vários serviços que podem melhorar o teu feed. Para já, este é validado automaticamente, e não há a hipótese de ter erros na sintaxe. Depois, eles permitem que o feed “detecte” qual dos formatos (RDF, RSS, Atom) o leitor / agregador aceita, e fornece o feed apropriado, sem ser preciso indicar um endereço diferente para cada formato.
- terceiro, eles incluem no feed o XHTML necessário para que um browser normal o consiga visualizar - além de mostrar o conteúdo, também indica ao utilizador que aquilo é um feed, e o que é que é possível fazer com ele.
- quarto, também tem algumas “features” que eu não uso, como integração com o Flickr, “features” para podcasters, etc..
- quinto, um dos serviços mais recentes, o FeedFlare, acrescenta alguma interactividade aos feeds: indicadores de quantos blogs linkam para um artigo, quantos comentários este tem, e um botão para acrescentar o link ao del.icio.us.
- finalmente, se subscreveres os serviços pagos, eles passam a fornecer estatísticas muito mais detalhadas - não apenas para cada feed, mas para cada item (ou post) em particular, incluindo que links são clickados nos posts.
Se subscreveres o serviço, lembra-te de alterares os links dos feeds no teu blog para a versão do FeedBurner. É conveniente apontar os 3 formatos de feeds (RDF, RSS, Atom) para o novo endereço, que é igual para todos.
Lembra-te também de mudar a tag <link>, como já expliquei na parte 16, mas apontando para o feed do FeedBurner. Mais uma vez, o feed “real”, que o teu servidor (ou serviço, caso uses o Blogger, LiveJournal ou outro) fornece, só deverá ser acedido pelo FeedBurner.
Continuar a ler a série: parte 18






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