Arte de Blogar #19: Usa o Ping, Luke

(NOTA: este post é parte da série Arte de Blogar)

Se usas a Internet (e provavelmente usas, senão não estarias nem a ler isto, nem interessado nestes assuntos), já ouviste falar, e provavelmente usaste, “pings”, no contexto de redes - a partir de um computador, “pingamos” outro, para ver se ele está “vivo”, e se têm conectividade entre eles.

Aqui, no entanto, refiro-me a outro tipo de pings.

Se já blogas há algum tempo, o teu blog está provavelmente indexado em vários sites relacionados com blogs. Aqui, não me refiro apenas a motores de busca e directorias. Existem, também, outros tipos de serviços, como, por exemplo, agregadores online, ou listas de blogs recentemente actualizados, como o Weblogs.com ou o blo.gs. Há também o Technorati ou o IceRocket, que não indexam apenas blogs, mas também os seus próprios artigos, de acordo com temas ou “tags” (mais sobre estas numa parte futura), e também indexam que blogs linkam para que blogs (o que é importante, para construir uma rede de ligações, e determinar a popularidade relativa dos vários blogs). Talvez uses (se seguires esta série, sem dúvida que o fazes) o FeedBurner para os teus feeds. Talvez estejas no BlogShares. Ou no Syndic8. E não, esta lista não é exaustiva - longe disso.

A questão aqui é que todos estes sites, de forma a serem úteis (e, incidentalmente, originarem novos acessos ao teu blog!), necessitam de saber, de alguma forma, quando é que actualizaste o teu blog, ou seja, quando é que há novos posts.

Para isso, pinga-se esses sites.


Como é que isso é feito? A “evolução pinguesca” (termo acabado de inventar) foi mais ou menos a seguinte:

  1. a maior parte dos sites referidos acima têm uma página de “o meu blog foi actualizado” (essa descrição pode variar muito, é claro), onde podes introduzir o nome e endereço do teu blog, clickar num botão, e o site em questão sabe que o blog foi actualizado. Naturalmente, fazer isto para cada um desses sites, sempre que se escreve um novo artigo, não é exactamente viável…
  2. …por isso, criaram-se interfaces XML-RPC, que permitem que seja o próprio blog a pingar esses sites. O WordPress e o Movable Type, por exemplo, têm cada um um sítio, na sua configuração, para especificar endereços a pingar. Esses endereços são fornecidos pelos serviços em questão. O problema é que é possível que esta lista se torne enorme, com dezenas de endereços, e o trabalho de manter essa lista actualizada, retirando endereços que deixem de existir (ou de ter interesse) e acrescentando endereços de novos serviços, é, na minha opinião, demasiado. Devia existir uma forma mais fácil e simples, não é?
  3. E existe. Primeiro houve o Ping-o-Matic, depois o BlogFlux Pinger, e, mais recentemente, o Pingoat. (tem em atenção que esses não são os endereços de RPC desses sites, a configurar no software de blogging, mas sim os endereços normais dos sites em questão). Estes serviços funcionam como “distribuidores de pings”, isto é, pingando (indo manualmente aos próprios sites, ou por RPC) estes sites, eles encarregam-se do trabalho de pingar os serviços mais usados; por outras palavras, basta pingar um endereço, em vez de vinte ou mais.
    Outra vantagem deste sistema é que estes serviços se encarregam, eles próprios, de manter actualizada a lista de endereços a pingar.

Nesta altura, já deves estar a adivinhar que a terceira opinião é a melhor - e estarás certo.

Agora, não há necessidade (ou vantagem - pode até prejudicar) de ter mais um destes serviços de “multi-ping” configurados no teu blog. Se tivesses dois, por exemplo, isso significaria que, para cada novo post, pingarias o Weblogs.com duas vezes, o blo.gs duas vezes, e assim por diante. Não há nenhuma vantagem nisso, e eles até podem aperceber-se disso, e julgar que se trata de uma tentativa de spam - o que pode significar que o teu blog é bloqueado nesses serviços, permanentemente. Por isso, escolhe apenas um.

Mas… qual?

Em termos de número de serviços a pingar, o Pingoat vence. No entanto, de há tempos para cá, ele deixou de aceitar pings por RPC; só os aceita no próprio site. Assim, não são feitos automaticamente para cada novo post.

Recomendo, então, o Ping-o-Matic, que, aliás, já vem configurado por default no WordPress. Pode, no entanto, ser útil começar por fazer um ping manual (acedendo ao site), para ver se algum dos serviços dá erro, ou pede um registo manual no mesmo.

E se não controlas o software do teu blog? É possível que sites como o Blogger ou o LiveJournal façam os pings automaticamente, mas tenho, actualmente, a ideia de que tal não acontece - penso que o Blogger, por exemplo, limita-se a pingar o Weblogs.com (posso estar desactualizado, aqui). Nesses casos, é aconselhável, após cada novo post, ir a www.pingomatic.com e fazer o ping manualmente. Dá mais trabalho, é certo, mas pelo menos é só uma coisa a fazer a seguir a cada post. Outra alternativa é usar, por exemplo, o ScribeFire (anteriormente Performancing for Firefox), que dá a opção de fazer ele próprio os pings.

Ainda outra hipótese: o FeedBurner tem a opção de fazer os pings automaticamente quando detecta novos posts no blog.

Nota: ao fazer pings manualmente, não escolhas os serviços que não são apropriados. Por exemplo, se o teu blog não tiver nada a ver com podcasting, não deves escolher serviços de “novos podcasts”. Usa o teu bom senso - se abusares, isso pode acabar por prejudicar o teu blog. Ninguém na Internet gosta de spam…

Continuar a ler a série: parte 20

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