Arte de Blogar #23: Logs e estatísticas

(NOTA: este post é parte da série Arte de Blogar)

Sabes o que são “logs”, certo? Não, não tem a ver com árvores. São um ou mais ficheiros (ficheiros de texto, se o servidor for decente :)), onde são registados todos os acessos ao teu site (ou blog, ou servidor… depende da configuração). Se tens o teu próprio servidor (seja em casa, ou alojado num fornecedor de internet (ISP)), terás logs.

Se, por outro lado, o servidor não é teu, mas tens algum tipo de conta nele, talvez tenhas acesso aos ficheiros de log - por exemplo, se acederes ao servidor por ssh (Secure Shell). Mas pode ser algo mais básico, como o que muitos ISPs fornecem gratuitamente: um servidor onde acedes por FTP, e onde pões os ficheiros. Nestes casos, provavelmente não terás acesso aos logs.

E, naturalmente, não terás logs caso utilizes algo como o Blogger ou o LiveJournal.


Mas o que aqui queres não são realmente os logs, mas sim aquilo que se pode obter a partir deles: estatísticas! E é possível tê-las mesmo sem acesso aos logs, graças a serviços como o SiteMeter, o Google Analytics e outros, que te fornecem umas linhas de código (normalmente Javascript) para colocares no teu site (no cabeçalho, por exemplo), e, de seguida, podes consultar estatísticas do mesmo acedendo ao site do serviço em questão.

Se tens acesso aos teus logs, recomendo o AWStats. É grátis, open source, e dá estatísticas muito detalhadas.

A partir das estatísticas, é possível retirar dados úteis, como por exemplo:

  • que páginas ou artigos são mais populares
  • de onde vêm os teus visitantes (país, ISP, etc.)
  • que sistemas operativos, browsers, resoluções de ecrã, plugins, etc. eles usam
  • por que página eles entraram no teu site (muitos visitantes não chegam directamente à página inicial, mas a um artigo em particular, porque era esse artigo que estava linkado na página de onde vieram, ou tinha aquilo que procuraram num motor de busca)
  • que página foi a última a ser vista por cada visitante no teu site
  • que palavra ou expressão usaram num motor de busca para chegar ao teu site
  • de onde vieram - ou seja, o referrer, a página que tinha um link para o teu site

Todos esses pontos são importantes, mas, possivelmente, o mais significativo é o último, que te diz, basicamente, quem linka para ti, o que será abordado na próxima parte da série.

Porque é que é tão importante saber isto? Entre outras coisas:

  • passas a ter conhecimento sobre quem acha o que escreves interessante, e sobre o quê, exactamente, as pessoas acham interessante
  • se é um blog ou outro tipo de comunidade com comentários, talvez estejam neste momento a falar sobre algo que escreveste… não queres participar na conversa? :)
  • se um grande número de pessoas vem de um sítio em particular, ou acede sobretudo a certa página, isso pode-te dar alguma inspiração sobre o que escrever a seguir, ou sobre como promover melhor o teu blog
  • e agora uma parte menos agradável: pode-te também revelar que alguém “rouba” o teu conteúdo, mostrando-o no seu próprio blog ou site como sendo dele. Quem o faz, muitas vezes, comete erros básicos, como não alterar links internos, que continuam a apontar para o teu site - e é suspeito quando vários acessos só pedem os “smileys” ou as imagens, e não o conteúdo.

Continuar a ler a série: parte 24

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