(NOTA: este post é parte da série Arte de Blogar)
Como já mencionei antes, é sempre bom quando outros blogs ou sites linkam para o teu blog. Não só isso melhora a posição do mesmo em pesquisas nos motores de busca, mas, além disso, podem chegar visitantes novos através desses links. Daqui se conclui que, se houver uma forma de melhorar as chances de isto acontecer, isso é desejável.
Há várias formas de conseguir links. Por exemplo, podes pedir a outras pessoas que linkem para o teu blog - pedindo um link a amigos, ou trocando links com blogs sobre o mesmo tema (o que abordarei numa parte futura da série). Podes, também, limitar-te a escrever conteúdo de qualidade, promover o teu blog em termos de SEO, pings e afins (tudo isso já foi mencionado em partes anteriores), e esperar que as pessoas linkem naturalmente para o teu blog, ou para artigos no mesmo. Isto funciona. Mas demora, e não é controlável.
Existe, então, o conteito de “linkbaiting” (se arranjasse uma tradução portuguesa decente, usá-la-ia…), que é a arte de escrever posts com chances superiores de outros linkarem para eles.
Métodos de “linkbaiting” incluem:
- criar guias úteis. As pessoas adoram linkar para eles: “Acabei de descobrir um guia de…”.
- criar listas. As pessoas adoram estas ainda mais.
“10 maneiras de fazer queijo derretido”, ou “12 truques para melhorar a estabilidade do Windows”, ou “Uma checklist para novos blogs”, etc… Estas listas, além de links “normais”, também tendem a ter um grande número de links no del.icio.us ou no Digg. - criar posts auto-suficientes. Será muito raro alguém linkar para a parte 13 de uma série, ou para um post que depende do anterior, e que é continuado no seguinte. Lembra-te, o post em questão deve ser acessível para quem não lê o teu blog.
- usar bons títulos, auto-explicativos. Muitas vezes, as pessoas lêem apenas os títulos dos posts, e só lêem o resto se o título lhes chamar a atenção. Obviamente, um post chamado “8 aplicações essenciais para telemóveis Series 60″ é muito mais atraente do que um cujo título seja “as minhas experiências com o meu novo brinquedo”, mesmo que o conteúdo do post seja exactamente o mesmo.
- páginas de índice de séries também costumam funcionar bem.
- se for apropriado, criar algo. Alguma aplicação ou utilitário, um plugin de WordPress ou Firefox, uma animação em flash, um filme, uma música, etc.. O post em que “lanças” a tua criação atrairá, provavelmente, muitos links.
- last but not least, escrever posts de qualidade! Nem devia ter de dizer isto…
Atenção: eu não estou a sugerir, de forma alguma, que faças o que disse acima (excepto a parte dos “bons títulos”, que é sempre uma boa ideia) para todos os teus posts! Por outras palavras, não estou a dizer que todos os teus posts devam ser auto-suficientes e não mencionar outros posts, que devam ser guias, ou listas, etc.. Esses são os “linkbaits” - aqueles que conseguem links externos, melhoram o teu PageRank, e te dão novos visitantes. Mas não devem ser o “grosso” do teu blog.
Continuar a ler a série: parte 36






0 Responses to “Arte de Blogar #35: Linkbaiting”