Archive for August, 2006

Dica de AdSense: anúncios aleatórios entre 2 posições

Há algum tempo, escrevi aqui sobre uma forma de ter anúncios aleatórios; isto é, numa determinada posição, mostrar um de vários anúncios, aleatoriamente. Utilizando os canais do AdSense, é possível ver quais anúncios (formatos, cores, etc.) funcionam melhor nessa posição.

Mas hoje vou levar-vos mais longe. :)

Que tal escolher anúncios aleatórios entre duas posições? Por exemplo, se quiseres ver se um certo anúncio funciona melhor no topo ou no fundo da página. Como fazer para mostrar um, e apenas um deles?

Fazer o primeiro anúncio aparecer 50% das vezes é fácil. O problema, aqui, é que o segundo anúncio precisa de ter uma forma de saber se o primeiro apareceu ou não.

Há, obviamente, várias formas de o fazer, a maioria das quais implica usar algum tipo de variável para guardar (numa sessão, num cookie, etc.) se o primeiro anúncio foi mostrado. Mas, na minha opinião, há um método muito melhor, que tem a vantagem de ser incrivelmente simples, e não obrigar a guardar seja o que for.

É simples: usar o relógio.

Se a hora actual é par, mostra-se um dos anúncios. Se é ímpar, mostra-se o outro. Cada um deles “sabe” se deve aparecer ou não, de acordo com a hora.

Parece complicado? Não é. Por exemplo, utilizando PHP, na primeira posição põe-se:

function impar($number) { return($number & 1); }
$x = date('G');
if (impar($x)) include "adsense-top.php";

E na segunda posição:

function impar($number) { return($number & 1); }
$x = date('G');
if (!impar($x)) include "adsense-bottom.php";

Os ficheiros “adsense-top.php” e “adsense-bottom.php” podem ser, simplesmente, código AdSense para um anúncio, ou podem eles próprios dividir-se, usando a minha dica original.

Já agora, eu uso horas em vez de minutos (o que daria uma granularidade muito maior) porque quero evitar, ao máximo, a quase ínfima possibilidade de o valor determinante (neste caso, a hora) mudar nos milisegundos entre os dois scripts. Utilizando a hora, isso quase nunca deverá acontecer (nunca me aconteceu, até hoje), se bem que também não seria o fim do mundo.

Como impedir que roubem conteúdo do teu blog

Devido a ser tão fácil começar a fazer dinheiro com o AdSense e serviços semelhantes, muita gente menos escrupulosa pensa que, se conseguirem ter milhares - ou milhões - de páginas, e colocarem anúncios nas mesmas, terão sempre algum tráfego vindo de motores de busca, o que, multiplicado pelos tais milhares ou milhões, implicará um bom dinheiro.

Como é que conseguem ter tantas páginas rapidamente e sem trabalho? Roubando conteúdo a outros - sobretudo através de feeds. Utilizando scripts simples, é possível ler centenas e centenas de feeds, e gerar páginas web a partir deles. Desta forma, conseguem esses milhares ou milhões de páginas, quase instantaneamente, e sem qualquer trabalho.

Felizmente, os motores de busca como o Google “não gostam” de conteúdo repetido, e os seus algoritmos de indexação incluem formas de determinar qual é a “fonte original” de cada conteúdo. Isto ajuda a reduzir a eficácia daquelas páginas de “conteúdo automático”, já que o Google deverá sempre - ou quase sempre - fazer as páginas originais aparecer primeiro nos resultados de pesquisas.

De qualquer forma, há algumas coisas que tu, como blogger, podes fazer para “punir” os ladrões de conteúdos, tornando óbvio que 1) o conteúdo dos sites deles é roubado, e 2) é roubado de ti. Aqui estão algumas possibilidades:

  1. Usa links internos - Quando escreveres um post sobre determinado assunto, quando apropriado, menciona (e linka para) um post teu anterior, relacionado com o assunto. Os scripts dos ladrões, quase de certeza, deixarão esses links intactos. Isso também tem outras vantagens não relacionadas com o roubo de conteúdos, em termos de SEO, e de manter os leitores no teu blog por mais tempo (vês o que quero dizer? :))
  2. Acrescenta uma nota de copyright - seja apenas no feed, seja nos próprios posts também. Por exemplo, se usares o Angsuman’s Feed Copyrighter Plugin for WordPress, passas a ter uma dessas notas (que inclui um link para o teu blog blog) adicionada automaticamente a cada post, no feed (se bem que tive de fazer algumas alterações ao plugin para este funcionar correctamente com o FeedBurner).
  3. Usa feeds incompletos - sem dúvida que isto ajuda, já que os teus feeds se tornam inúteis para os ladrões de conteúdos. E pode até aumentar um pouco o tráfego no teu blog, já que as pessoas já não podem ler os teus posts inteiros no agregador. Mas acho que isto é “evil”. Eu próprio não leio feeds incompletos (não acho prático), e não quero forçar outros a fazê-lo; sendo assim, uso feeds completos. Não vou deixar que aquela escumalha desonesta me force a “estragar” os meus blogs.

Repara que não sugiro queixares-te aos ladrões de conteúdos. Provavelmente não resultará (a não ser que incluas advogados), e não compensa o esforço.

O uso de regras de Apache ou de firewall também pode resultar caso a caso, mas, uma vez mais, é demasiado esforço, e obriga-te a andar “atrás” dos ladrões. E, de qualquer forma, não resultaria com o FeedBurner.

No meu caso, uso o primeiro método, e estou a adoptar o segundo progressivamente nos vários blogs. Assim, fica óbvio tanto para os leitores como para os motores de busca que os artigos têm outra origem… e, incidentalmente, cada post roubado linka para mim. :)

Sim, é verdade que o ladrão poderia programar os seus scripts para tentar remover as mensagens de copyright… mas isso já é mais trabalho do que estarão preparados para fazer, considerando que provavelmente roubam conteúdo de centenas ou milhares de feeds simultaneamente. Ora, isso só compensa se o puderem fazer de forma automática… e isto torna a coisa mais difícil para eles. Ou deixam de roubar os teus feeds, ou ignorarão o problema, e mostrarão as tuas mensagens de copyright… e links para o teu blog em cada post.


Como criar um gráfico do número de comentários em blogs

Sim, é uma sequela do Como criar um gráfico de número de posts. :)

Já uso há meses esse método para visualizar o número de posts posts, neste blog e noutros. Mas, acreditem ou não, só ontem é que me indaguei se seria possível medir os comentários também. Isto é que é estar com atenção… :oops:

A resposta é sim, e foi bastante trivial: foi só fazer um “search & replace” de “posts” para “comments” em todos os scripts, e também nos nomes dos ficheiros. Mas… 4700 comentários?!? Isso dá quase 5 vezes o número de posts, e eu sei que não tenho assim tantos comentários nos blogs…

A explicação é que os comentários marcados como spam também contam. Assim, foi preciso especificar que só queria contar os comentários aprovados.

Como adoramos ver exemplos antes de experimentar as coisas :), aqui está o meu caso.

E agora, os scripts:

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Como criar um gráfico de número de posts (WordPress)

A ideia, aqui, é ter um gráfico de número de posts em um ou mais blogs, por tempo.

Para, começar, um disclaimer que vai ser completamente ignorado: a ideia, aqui, não é passar a usar o número de posts como medida de valor de um blog, ou como objectivo a cumprir, ou seja, quantidade acima da qualidade! Não é nada disso - mas já sei que vou ser acusado de promover tal coisa, mesmo assim. Isto é mais “por piada” do que outra coisa.

Pode, no entanto, ser inspirador - assumindo que se escreve posts interessantes, úteis, de qualidade - olhar para trás e ver quantos posts havia, sei lá, há 6 meses, e quantos há agora. E pode ser interessante observar as próprias tendências de blogging.

Se achas, porém, que olhar para a evolução do número de posts vai fazer com que passes a escrevê-los só para ver a linha subir… esquece tudo isto. Simples. Não quero é ser acusado de promover a subida do número de posts como objectivo principal. :)

Sendo assim… aqui vai.

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Dica de AdSense: NUNCA pedir aos leitores para clickar nos anúncios!

Antigamente, em sites mais “duvidosos” (porno, cracks, etc.) era comum ver-se anúncios (normalmente de porno) e, ao pé deles, mensagens a dizer “clicke aqui para suportar o site”, e semelhantes.

Hoje em dia, isso não é tão comum, e é raríssimo ver isso em sites, sobretudo mais “legítimos”, onde o AdSense é permitido. Aliás, isso vai contra as regras do AdSense, pelo que quem o faz normalmente acaba por ser “expulso” do serviço.

No entanto, ainda há quem peça, de outras formas, para clickar nos anúncios: por mail (ex. mailing lists), ou a amigos.

Mas, se não queres perder o AdSense para sempre (incluíndo qualquer dinheiro que já tenhas acumulado), não o faças!

Porquê? Porque, se eu fosse o Google, e quisesse travar o “click fraud”, arranjaria facilmente uma forma de combater esses dois tipos de “clicks artificiais”. Ora, se eu consigo, muito mais conseguem eles.

No caso de “mensagem aos leitores de um site ou fórum a pedir para clickarem uma ou duas vezes por dia”, o que é que isso provoca? Algumas dezenas ou centenas de utilizadores que clickam em anúncios do mesmo site, regularmente. Isso cria um padrão fácil de detectar nos logs.

Pedir a amigos, por outro lado, faz com que eles pensem “deixa cá clickar muitas vezes, para ajudar o gajo.” Um utilizador a clickar 20 vezes, em alguns segundos, em anúncios do mesmo site? Parece-me óbvio que eles detectam isso. Eu fá-lo-ia.

Aliás, já tive, no passado, de pedir a amigos para não voltarem a fazer isso, porque, para me ajudar, tinham-no feito sem eu lhes pedir… e eu próprio notei algo nas estatísticas. Felizmente, o “culpado” disse-me (afinal, estava a querer ajudar-me), e deu para o “travar”.

Resumindo: clicks não naturais são relativamente fáceis de detectar. Não peçam a ninguém para os fazer, ou arriscam-se a dizer adeus ao AdSense.

Introdução ao SEO #1: Introdução à série

(NOTA: este post é parte da série Introdução ao SEO)

Bem-vindo/a à segunda série do Arte de Blogar.

O objectivo da série, como o nome da mesma sugere, é introduzir os leitores ao SEO (Search Engine Optimization), termo esse que será expandido na segunda parte da série. O que aqui vai ser dito não é nada do outro mundo, e não vai transformar ninguém num “guru de SEO”, se bem que pode ser um óptimo ponto de partida para isso. Há muitos sites, blogs, fóruns e livros sobre o assunto (eu próprio já li alguns deles), que podem ser usados para ir mais longe, e irei sugerir alguns no fim da série. Mas, para quem sabe pouco ou nada sobre o assunto… estás no lugar certo. :)

Porque é que decidi escrever esta série? Uma das razões principais é o lamentável estado do SEO em Portugal (e provavelmente noutros países), em que mesmo os sites de “grandes” marcas ou empresas são feitos por quem, obviamente, nem sabe que é possível optimizar um site para aparecer melhor posicionado nos motores de busca. O resultado disso chega a ser cómico: posts em blogs pessoais ultrapassam os sites oficiais das marcas, ocasionalmente. E não me refiro a blogs ultra-mega-optimizados em termos de SEO. Simplesmente, por usarem software como o WordPress, ou serviços como o Blogger, têm HTML mais válido do que os sites das empresas (sobretudo portuguesas, as quais ainda não descobriram o que é HTML válido, nem que há browsers para além do Internet Explorer 6), e têm… títulos. Pois é, há quem ainda não tenha descoberto a tag <title>. :)

Já agora, a série é para ser lida por ordem. Existe um índice da série, que será actualizado à medida que as partes vão sendo escritas.

Brevemente, nova série: "Introdução ao SEO"

Acho que o título diz quase tudo. :)

De resto:

  • vai ser uma série relativamente curta: prevejo umas 5-6 partes.
  • o conteúdo vai ser bastante introdutório. A leitura da série não transformará ninguém num “guru de SEO”… mas, mesmo assim, já ficarão a saber muito mais do que quase todos os web designers / sysadmins em Portugal, que nem sabem que existe algo chamado “Search Engine Optimization”
  • a série deve começar ainda esta semana (talvez até hoje, se tiver tempo), e será concluída antes do fim de Agosto.
  • uma versão em inglês da série será, também, publicada no Tlog. Ao contrário da série “Arte de Blogar”, esta aparecerá aqui primeiro, em português, sendo a versão em inglês uma tradução / adaptação.
  • alguns temas: títulos, meta tags (sim, ainda se usam), HTML válido, formato dos links, motores de busca, directorias, links externos, etc.. Sim, eu disse que era introdutório. :)

Os Portugueses e a Web

Primeiro, desculpem a longa ausência. Prometo que daqui a um mês, quando sair do meu emprego actual e passar a escrever / blogar a tempo inteiro, este site voltará a ser o maior blog português sobre blogging. :)

O seguinte é, parcialmente, um “desabafo”, e não parece, inicialmente, estar relacionado com blogging, mas uma ligação. Já verão. :)

Como é que a maioria dos portugueses vêem a Web, a criação e design de sites, a Internet e afins? Na sua maioria, muito mal. :| Alguns exemplos:

  1. Internet Explorer 6.0 em Windows XP. Ninguém concebe que alguém use outra coisa; na maioria dos casos, nem sabem que outra coisa. Até se gabam, orgulhosamente, de usar só tecnologias Microsoft, e de exigir o Internet Explorer. Aliás…
  2. … fica mesmo bem impedir a entrada de browsers “hippies”, para dar um ar sério (!), pelo que qualquer browser não-Microsoft é recambiado para uma página de entrada que insulta o utilizador, e lhe diz para usar o browser “standard” ou não entra. Para efeito máximo, diz-se que isso é por “razões de segurança”8O
  3. Flash, ActiveX, Java, animações, sons, músicas, texto a fazer scroll, interfaces indecifráveis é que estão a dar. Quanto mais tecnologias diferentes, melhor. Se a concorrência tem um menu animado em Flash e nós não, ficamos mal vistos.
  4. “Promoção”, para os portugueses em geral, quer dizer “enviar milhões de mails a publicitar o site”. Ou seja, spam. Ninguém faz alguma ideia de como os motores de busca funcionam, ou o que é SEO. Ninguém.

O resultado? Enquanto lá fora os sites são rápidos a carregar, navegáveis de uma forma lógica, funcionam em todos os browsers modernos, e aparecem em primeiro no Google quando se procura pela empresa ou marca (exemplo), por cá, além de os sites serem monstruosidades cheias de animações e sons, que só funcionam em IE (e muitas vezes mal, mesmo assim)… ainda por cima dá-se o ridículo de várias marcas e empresas serem ultrapassadas por posts em blogs, em termos de SEO. Mesmo tratando-se de blogs pessoais, em que os autores também nunca se preocuparam com SEO… mas, ei, têm a marca no título da página!!! :)

Por outras palavras, Portugal é como uma “selva inexplorada” em termos de SEO, e é facílimo ultrapassar os sites “a sério” em termos de posicionamento nos motores de busca (como disse, acontece frequentemente mesmo sem se tentar). Porque, por cá, ninguém sabe o que é SEO, ou como é que a Web funciona… e nem se quer saber.

Imagino, aliás, que em breve vai aparecer aí alguma empresa a vender SEO básico a preços exorbitantes, e a ser um sucesso fantástico… porque tudo isto é como “magia” tanto para gestores como para web designers. You read it here first. :)





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