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Arte de Blogar #6: Usar search feeds para ter sobre o que escrever

(NOTA: este post é parte da série Arte de Blogar)

Se o teu blog não é um blog pessoal, provavelmente existirão um ou mais assuntos sobre os quais escreves, como por exemplo software, pesca, queijo derretido… :) E, provavelmente, terás de te manter ao corrente sobre esses assuntos - por exemplo, se o teu blog é sobre queijo derretido, precisarás de estar informado sobre as últimas novidades e desenvolvimentos relacionados com queijo derretido. Uma das formas de o fazer é, obviamente, ler regularmente outros blogs sobre queijo derretido (assumindo, é claro que eles existem…) - umas vezes, linkarás para os artigos deles com um ou dois comentários teus, e outras vezes terás a inspiração para escrever um artigo brilhante sobre o estado actual do queijo derretido no mundo…

Se fores realmente perspicaz, provavelmente já terás subscrito os feeds desses blogs relacionados com o tema. E aconselho-te a continuar a fazê-lo.

No entanto, existe outra forma - não para substituir a anterior, mas para a complementar: search feeds. Em vez de subscrever um blog, subscreves os resultados de uma pesquisa, e, então, isso aparece no teu agregador de feeds como se fosse mais um blog. Mas não é um blog - terá artigos de (possivelmente) todos os blogs e sites “tipo blog” do mundo. Desde de que eles falem de queijo derretido, é claro.

Vamos experimentar? Vou usar, neste exemplo, o Google Blog Search, se bem que existem outras formas - possivelmente até melhores. Por exemplo, vários agregadores de feeds (ex. Bloglines) suportam directamente search feeds.

  1. vai a http://blogsearch.google.com
  2. escreve "cheese dip" (entre aspas), ou "queijo derretido" (também entre aspas), caso prefiras resultados de blogs em Português. Clica no botão de Submit, ou carrega em Enter.
  3. depois de obteres os resultados, muda para o modo “Sort by Date”, clicando nessa opção, no canto superior direito.
  4. faz scroll para o fim da página. Olha, links de Atom e RSS! É só copiares um (provavelmente um dos de “100 results”), fazeres “paste” no teu agregador de feeds, e já está. Tudo o que acontecer no mundo relacionado com queijo derretido, e que seja mencionado em blogs, tu saberás. A vida faz sentido outra vez! :)

Continuar a ler a série: parte 7

Arte de Blogar #5: Escrever sobre o quê?

(NOTA: este post é parte da série Arte de Blogar)

Primeiro, um “disclaimer”: não estou, de forma alguma, a tentar ditar sobre o que é que o teu blog vai ser! Se tens uma ideia, uma visão, algo sobre o qual queres escrever, então, vai em frente! Esta parte da série não tem como objectivo reduzir as tuas escolhas, mas, sim, fornecer-te mais umas.

Esta secção pode, no entanto, ser útil se ainda não decidiste exactamente qual vai ser o tema do teu blog, se estás indeciso entre várias hipóteses, e se uma das coisas que queres é ter sucesso com ele. Ou talvez já tenhas um blog, e estejas a considerar a hipótese de começar um novo em paralelo, possivelmente para expandir os teus horizontes, e, quem sabe, fazer algum dinheiro.

Obviamente, não posso dizer “escreve sobre isto”. O que posso é dar alguns pontos a considerar:

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Arte de Blogar #4: Ser interessante

(NOTA: este post é parte da série Arte de Blogar)

Portanto, vamos então assumir que queres que o teu blog seja visitado por muita gente. Por onde começar?

Pelo princípio, é claro. O teu blog deve ser interessante. A maior parte dos sites sobre optimização de blogs esquecem-se desta. :)

Quando digo “interessante”, porém, não quero com isso dizer que devas necessariamente escrever para os outros. Há muitos tipos de blogs, incluindo um grande número de sites que a maioria das pessoas não considera “blogs”, mas que o são. Seja o que for que estejas a escrever, isso deverá ser um prazer para ti. Se não for, se estiveres a escrever exclusivamente pelo dinheiro… bem, há formas melhores de enriquecer. E se não gostares do que estás a escrever, acredita, isso notar-se-á.

Mas gostar de blogar e ser interessante para outros não são conceitos mutuamente exclusivos. Podes conseguir ambos.

Continue reading ‘Arte de Blogar #4: Ser interessante’

Arte de Blogar #3: O nome do blog

(NOTA: este post é parte da série Arte de Blogar)

“What’s in a name? That which we call a rose
By any other word would smell as sweet.”

– de “Romeo and Juliet”, William Shakespeare

(desculpem, mas Shakespeare tem de ser em Inglês, ou em Klingon. Qualquer outra versão é um insulto.)

Portanto, o teu novo blog precisa de um nome, certo? Mas como escolher um?

Bem, longe de mim tentar abafar a tua criatividade. :) No entanto, tenho algumas sugestões:

  1. Se possível, escolhe algo que possas mesmo chamar ao blog, que possas usar noutros sítios para te referires ao mesmo. Não te limites a pôr na caixa “Nome” a primeira coisa que te vem à cabeça, como “o meu blog” ou “divagações”, e depois isso fica assim para sempre.
  2. Tenta ser original. Depois de teres a ideia para um nome, vai ao Google e vê se já existem outros com esse nome. Vai ao Technorati e ao Google Blog Search e faz o mesmo. Se encontrares blogs com esse nome, talvez seja melhor pensares num novo. (a sério, “divagações” não é assim tão original… :) ) Se usares o mesmo nome que um blog já existente, fará com que pareças um imitador barato, e se o teu blog vier a ter sucesso, pode até originar uma bela carta escrita por um advogado…
  3. Se o teu blog não for pessoal, tenta incluir algo que indique o tema dele no título. Por exemplo, em vez de “Templo de Odin”, chama-lhe “Templo de Odin - Mitologia Nórdica”, ou coisa parecida. Os motores de busca gostam disso. :)

Continuar a ler a série: parte 4

Arte de Blogar #2: A língua do blog

(NOTA: este post é parte da série Arte de Blogar)

Esta questão só se põe se a tua língua materna não for o Inglês (e provavelmente não é, caso contrário estarias a ler a versão em Inglês desta série).

Assumindo, portanto, que a tua primeira língua é, sei lá, o Português, ainda se põe a questão: em que língua escrever o blog? Mais precisamente, a decisão é entre escrever na tua língua, ou em Inglês.

Ambas as hipóteses têm vantagens e desvantagens.

  • Blogs pessoais deverão, provavelmente, ser na língua materna de cada um. Afinal, são pessoais, e a nossa primeira língua é aquela que é mais natural usarmos, mais espontânea.
  • Se o blog é “local”, isto é, refere-se sobretudo a coisas locais (bairro, cidade, estado, país), também deverá, então, ser na língua materna… a não ser que sejas emigrante.
  • Se o assunto é “geral”, isto é, sem ter a ver especificamente com um país, e se o objectivo é atingir o maior número de leitores possível, então o melhor é escrever em Inglês.
  • Porém, como a maior parte dos bloggers já escreve em Inglês, se o fizeres terás muito mais “competição”. Por exemplo: se criares um blog sobre jogos de computador em Português, ele competirá com X blogs; se o escreveres em Inglês, ele competirá com centenas ou milhares de vezes esse X. Em termos económicos, fazer um blog sem ser em Inglês é um “niche market”, ou seja, há menos “compradores”, mas também há muito menos “vendedores”.
  • Finalmente, caso penses escrever em Inglês, deves considerar quão bom é o teu domínio dessa língua. :) Se não vês nada de errado em frases como “my hovercraft is full of eels” ou “all your base are belong to us”, é melhor ficares pela tua língua materna. A não ser, claro, que parte do atractivo do teu blog seja o facto de ele soar “exótico”. :)

Continuar a ler a série: parte 3





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