Archive for the 'SEO' Category

Primeira Lei do SEO

(do que é que eu estou a falar?)

50% do SEO é a tag <title>.

Parece exagerado, não é? Algo tão simples…

Porque é que essa tag é tão importante, afinal?

  • Existência: parece impossível que isto seja um factor nos dias que correm, mas é verdade. Ainda é comum ver sites sem a tag <title>; sobretudo sites corporativos, e sobretudo quando feitos por “designers” que usam FrontPages e acham que o Internet Explorer “é o standard”. E, tenho pena de dizê-lo, sobretudo em Portugal. Depois espantam-se por posts em blogs pessoais aparecerem nos resultados de pesquisas acima dos sites oficiais das empresas / marcas / produtos…
  • Individualidade: cada página de um site deve ter um título próprio, em vez de o site inteiro ter todas as páginas com o mesmo nome. Isto normalmente não é um problema em blogs (já que os posts têm de ter títulos), mas acontece noutros tipos de sites. Os designers desses são versões ligeiramente melhores dos mencionados no ponto anterior: já sabem que a tag <title> existe, mas não a sabem usar :) )
  • Atractividade para motores de busca: um bom título deve incluir as palavras / expressões que se quer que façam vir parar à página em questão. Ou seja, um post sobre um produto deve incluir o nome dele… um post sobre um tema deve, idealmente, incluir o tema… e assim por diante.
  • Atractividade para seres humanos: por outro lado, não devemos ficar tão presos ao ponto anterior que, por isso, usemos títulos que soem de forma “artificial”, só para terem as palavras-chave para os motores de busca. Um título deve atrair leitores, também — seja nos resultados de pesquisas, seja em feeds, seja em links noutras páginas (assumindo que usam o título da página como texto no link).

Concluindo: há que não esquecer os dois primeiros pontos, e conseguir equilibrar os dois últimos.

Mais sobre isto em A Importância dos Títulos.

As Três (?) Leis do SEO

Nos últimos tempos, tenho andado a ler (e reler) Asimov, o que inclui várias histórias / mistérios com robots, girando à volta das Três Leis da Robótica, que ele criou.

Logo, como aquilo que a gente faz nos influencia, pensei em inventar algo parecido para a Optimização para Motores de Busca (SEO). Porque não? :) “Leis”, aqui, parece algo final e autoritativo, e relacionado com “ordens” (o que as da Robótica são), mas não é essa a ideia; são simplesmente “verdades” ou “conclusões” sobre o SEO, que podem estar mais ou menos correctas, e que muito provavelmente serão actualizadas, corrigidas ou modificadas no futuro.

Nem sei se serão 3, daí o “(?)” no título deste post. :) Bem, a Primeira Lei do SEO (soa bem, não soa?) vai no post a seguir.


Mudanças de endereço e Redireccionamentos, parte 3

(convém ter lido a parte 1 e a parte 2 primeiro)

Na parte anterior, tínhamos deixado todos os endereços redireccionados para os novos equivalentes, excepto a página frontal, que avisa os visitantes da mudança, fazendo assim com que eles tenham um incentivo para passar a ir directamente ao novo endereço no futuro, actualizar bookmarks, links, etc., já que o redireccionamento total torna “fácil” demais continuar a utilizar o endereço antigo (e ser imediatamente redireccionado).

Até aqui, tudo bem. Mas… isto anula um bocado uma das vantagens do redireccionamento permanente (301), não é? O facto de os motores de busca deixarem de indexar o site antigo, e “saberem” que ele agora está noutro sítio. Neste caso, porém, há a excepção da página principal, que continua a ser indexada (e não é isso que queremos).

A solução é incluir uma excepção à excepção. :) Ou seja, redireccionar todos os endereços, excepto a página principal, excepto (na excepção da página principal) se o visitante for um motor de busca. Uff! :)

Como? Simples:

RewriteCond %{HTTP_USER_AGENT} !Googlebot
RewriteRule ^/$ / [L]
RewriteCond %{HTTP_USER_AGENT} !Googlebot
RewriteRule ^/index.html /index.html [L]
RewriteRule ^/(.*) http://www.sitenovo.com/$1 [R=301,L]

Incluo só o Googlebot, mas poderia incluir outros, como o msnbot, o Yahoo! Slurp, etc. (seria uma linha para cada um ((tecnicamente, poderia juntar as expressões regulares, e fazer isto com menos linhas, mas prefiro dar os exemplos assim, de forma a serem mais claros, mesmo para quem não seja técnico))). Repare-se no ponto de exclamação (!) antes de “Googlebot”: trata-se do sinal de negação; ou seja, queremos que o redireccionamento que se segue seja só para visitantes que não o Googlebot.

Já está? Nope. Falta mais uma coisa. :) O bot do Technorati ((isto é verdade actualmente; é possível que eles resolvam este problema no futuro.)). Este bot tem um problema: segue os redireccionamentos, mas não “entende” o significado do 301 (isto é, que o site mudou de sítio permanentemente). Qual é o problema disto? Simples: ele não deixa de visitar e indexar o site antigo, e passa a “ver” dois blogs iguais (o novo, e o antigo que, graças ao redireccionamento, lhe parecerá ter exactamente o mesmo conteúdo). Isto, obviamente, não é desejável.

A solução, então, é não permitir mais o acesso do bot do Technorati ao site antigo. Como? É só acrescentar, antes dos outros redireccionamentos (mas depois do RewriteEngine on), o seguinte:

RewriteCond %{HTTP_USER_AGENT} Technoratibot
RewriteRule .* - [F,L]

Aquele “F” na RewriteRule vem de “Forbidden” (proibido). Desta forma, o Technoratibot “bate com a cara na porta” algumas vezes, e acaba por desistir; ele verá o blog antigo como “morto”, e, assim, só verá o blog novo (que para ele começará do zero, mas aí não há volta a dar). Se um dia o Technorati perceber o que é um 301, isto deixará de ser necessário. :)

Mudanças de endereço e Redireccionamentos, parte 2

(já leste a parte 1?)

Continuando: a ideia aqui não é só redireccionar a página principal, mas todas as páginas… para as suas novas localizações. Ou seja, não é apenas www.siteantigo.com para www.sitenovo.com, mas também o www.siteantigo.com/2007/05/29/nomedopost/ para www.sitenovo.com/2007/05/29/nomedopost/.

Em Apache, é só acrescentar algo como isto ao virtual host antigo:

RewriteEngine on
RewriteRule ^/(.*) http://www.sitenovo.com/$1 [R=301,L]

Simples, não é? Isto tem várias vantagens: todos os links antigos continuam a funcionar, os redireccionamentos são instantâneos, e os motores de busca entendem o redireccionamento (com o código 301) como um redireccionamento permanente, transferindo a “reputação” em termos de SEO para os novos endereços, e deixando de indexar os antigos (de tal forma que, poucas semanas depois, os resultados que aparecerão no Google e afins serão os novos endereços, e não os antigos).

Parece perfeito… certo? Quase. :) Há umas pequenas alterações que podem tornar a coisa ainda melhor.

Por exemplo, um redireccionamento total, como este, é, de certa forma, conveniente demais. Sim, quer-se que os visitantes vão parar ao novo endereço… mas também se quer que eles o passem a usar, actualizem bookmarks, links, etc..

Uma forma de fazer isto é redireccionar todos os endereços excepto o da página principal, que passa a apontar para uma página estática a avisar da mudança.

Por exemplo ((não incluo o “RewriteEngine on” a partir de agora, mas essa linha é necessária antes dos redireccionamentos propriamente ditos)), substituindo o “RewriteRule” anterior pelo seguinte:

RewriteRule ^/$ / [L]
RewriteRule ^/index.html /index.html [L]
RewriteRule ^/(.*) http://www.sitenovo.com/$1 [R=301,L]

O que é que isto faz? Todos os endereços são redireccionados, excepto a página principal, que não é… e deverá haver um ficheiro index.html a avisar da mudança (e com um link para o novo endereço).

Acabou? Não. :) Ainda há melhorias possíveis. Continua na parte 3

Mudanças de endereço e Redireccionamentos, parte 1

Interrompo por uns momentos a sucessão de posts mais “teóricos”, para divagar um pouco sobre uma questão mais técnica: mudanças de endereço, e redireccionamentos.

Tal como fiz ontem (ao mudar o endereço deste blog de blogar.dehumanizer.com para www.artedeblogar.net… já agora, já actualizaram os links? :) ), é comum, ocasionalmente, mudar-se um blog ou site para um novo endereço. Mas o que fazer com o antigo, de forma a não se perder visitantes, “peso” nos motores de busca, e afins?

A resposta é, obviamente, tentar redireccionar o máximo do site antigo para o novo. Mas há vários “níveis” de redireccionamento.

Por exemplo, a coisa mais básica — mas que pode ser necessária, caso não se controle tudo no site anterior (ex. um blog no Blogger ou WordPress.com) é pôr um aviso na primeira página a dizer que o site mudou de endereço, e a indicar o novo.

Isso funciona para a página principal. Mas, e os posts individuais? Se o blog antigo continuar “em cima”, estes não terão nenhuma indicação da mudança (estar a editar um por um não é, provavelmente, viável). Se não continuar, darão um erro 404 (endereço inexistente).

Caso se controle o servidor em questão (ou se possa pedir um favor a quem o controle), é possível fazer melhor: redireccionamentos “a sério”. No servidor Apache, por exemplo, isso faz-se facilmente com o mod_rewrite.

Continua na parte 2

Optimização dos títulos de páginas num blog

Se leste a série, de certeza que a parte intitulada A Importância dos Títulos não te passou despercebida. Os títulos (ou seja, a parte entre as tags <title> </title>) são uma das partes mais importantes, e mais ignoradas, da opimização para motores de busca (SEO), hoje em dia, e o mesmo é válido para cada página / post de um blog. Não só influenciam o “ranking” nos resultados de motores de busca, mas também são o que efectivamente é visível nesses mesmos resultados, e um mau título tem muito menos probabilidades de ser clickado… mesmo que o conteúdo seja exactamente o que o utilizador procura.

No caso dos blogs, o software de blogging, tipicamente, insere o nome do blog e do post automaticamente, o que é um bom princípio. Mas é possível fazer melhor? Foi o que decidi investigar - e ainda o estou a fazer.

A maioria dos “themes” do WordPress, incluindo o de “default”, utiliza o formato comum de Nome do blog - Título do post. Que, como qualquer blogger “sério” deverá saber, é uma má ideia. As pessoas estão interessadas no post, e não no blog, pelo menos inicialmente (mais tarde, claro, podem-se tornar leitores regulares). O nome do teu blog será o mesmo para todos os teus posts, por isso, se alguém procura por algo e o que aparece nos resultados da pesquisa é o nome do blog (que pode não estar relacionado com o que a pessoa procurou, ou, mesmo estando relacionado, é de certeza genérico e abrangente demais), isso fará com que esses resultados sejam muitas vezes ignorados.

Mais uma vez: ninguém procura por blogs. As pessoas procuram, sim, por posts.

O que, obviamente, sugere que inverter a ordem seja uma boa ideia… e, sem dúvida, é. Por isso, vários themes como o K2 já o fazem automaticamente (se bem que esse insere um “at” entre o título do post e o nome do blog, o que não me agrada — se bem que é fácil de modificar, obviamente), e há também plugins para o fazer, como o Optimal Title.

Mas é isto o melhor que se pode fazer? É o que tenho feito até agora, mas… será que dá para ir mais longe? Que tal remover o nome do blog das páginas de posts individuais (não da página frontal, é claro)?

Não só deve ser melhor em termos de SEO, mas deverá tornar os resultados de pesquisas mais apelativos. Afinal, o nome do post deve ser — e ser apenas — aquilo que o utilizador procura. Ele não está interessado em saber que o a página faz parte deste ou daquele blog, nesta fase. Uma página cujo nome seja aquilo que ele procura, portanto, tem as chances máximas de ser visitada.

Já o estou a testar em vários dos meus blogs (não neste, para já, por outras razões). Naturalmente, vai demorar algumas semanas para o Google e outros re-indexarem cada página e as passarem a mostrar com o título reduzido, mas, espero eu, os resultados serão positivos.

Introdução ao SEO #4: métodos de SEO "off-site"

(NOTA: este post é parte da série Introdução ao SEO)

Depois daquilo que se faz no site propriamente dito, o que é que falta? De uma forma ultra-simplificada, só isto: links para o site.

Naturalmente, a coisa não é tão básica como isso.

Nos velhos tempos (isto é, anos 90), era, normalmente, importante adicionar o site aos motores de busca. Hoje em dia, porém, apesar de isso ainda ser possível, é praticamente inútil, visto que os motores de busca “preferem” descobrir eles próprios os sites, através dos seus “bots” (também conhecidos como “spiders” ou “crawlers”). Por outras palavras, preferem vir parar a um site por terem seguido um link noutro site, e indexá-lo de seguida.

Além disso, uma das formas de os motores de busca deduzirem a “qualidade” (ou relevância) de um site é medirem os links externos que apontam para o referido. Não se trata, porém, apenas de uma questão de quantidade… Muito pelo contrário. Os links de sites eles próprios relevantes têm muito mais “peso” do que links de “sites zés-ninguém”. Aliás, até é possível haver links com peso negativo, vindos de splogs (blogs de spam) e afins.

Isto porquê? Porque, a certa altura, tipos menos honestos viram que haver muitos links para um site ajudava… e então arranjaram forma de os gerar em massa. Felizmente, os motores de busca esforçam-se por combater a eficácia desses métodos, de forma a proporcionarem resultados fiáveis, e esses spammers acabam em geral por ser punidos.

Fora esses casos, no entanto, pode-se considerar que todos os links têm um efeito positivo. Variam, no entanto, entre o “quase insignificante” e o “muito valioso”.

Uma forma aproximada de obter o valor de um link é a consulta do PageRank (PR) de uma página. Se bem que o PR é apenas um dos muitos factores que o Google usa para determinar a relevância de uma página, na prática acaba por ser proporcional ao referido valor. Uma forma de ver o PR de uma página é usar um plugin de Firefox como o SearchStatus (que recomendo), ou a Toolbar do Google.

Note-se que o PR visível nesses plugins só é actualizado umas 3-4 vezes por ano, se bem que internamente é actualizado com muito maior frequência.

Logicamente, um link de uma página com PR (ou relevância) elevado vale muito mais do que um de uma página de PR baixo.

Como conseguir links? Bem, há várias formas:

  • Pedi-los (por mail, por exemplo)
  • Pagar por eles - muito comum em directorias
  • Ter um site suficientemente bom e popular para os outros linkarem para ele espontaneamente :)

Introdução ao SEO #3: métodos de SEO "on-site"

(NOTA: este post é parte da série Introdução ao SEO)

Um aviso: os métodos que se seguem não são, provavelmente, aquilo de que estão à espera. :) São, no entanto, aqueles que provavelmente são mais importantes… mais fáceis de implementar… e também, infelizmente, mais frequentemente ignorados. Em grande parte, porque, aparentemente, nada têm a ver com SEO!

E, de certa forma, não têm… directamente. São métodos, no entanto, que todos os web designers já deviam usar (mesmo antes de se preocuparem com SEO), e muitas vezes não o fazem, por ignorância, preguiça, ou FrontPages. :)

Aqui vai a lista dos métodos:

  1. HTML válido - muito chocados? :) Lembremo-nos de que os “bots” dos motores de busca são, de certa forma, browsers - menos sofisticados do que um Firefox, sem dúvida, mas, tal como ele, interpretam HTML. Este deve ser correcto, ou pode confundir os referidos “bots”.
  2. Títulos - Muitas vezes são esquecidos, o que faz com que posts em blogs pessoais ultrapassem sites de grandes empresas em termos de SEO - o que é no mínimo ridículo. Convém também ter atenção à qualidade dos mesmos - isto parece óbvio, mas o título de uma página deve mencionar / estar relacionado com o assunto dela! Mais detalhes em A Importância dos Títulos.
  3. Páginas ligeiras e uso de CSS - os motores de busca podem não indexar todo o conteúdo de páginas demasiado grandes, e a separação de forma e conteúdo possibilitada pelo uso de CSS (em ficheiros separados) ajuda a reduzir o tamanho das mesmas.
  4. Tags de estrutura - <h1>, <h2>, <h3>, <h4>, etc.. Os motores de busca usam-nas para saber o que é importante em cada página ou secção de página, que “keywords” são importantes, e afins.
  5. Meta tags - description, keywords, etc.. Sim, hoje têm muito menos importância do que antigamente, mas ainda há motores de busca que as usam para algo. E, de qualquer forma, não se perde nada.
  6. Acessibilidade - a qual, muitas vezes, equivale a tornar o site o mais navegável possível num browser de texto. Exemplos: texto de alternativa nas imagens, links “normais” (uma das maiores aberrações nos dias que correm é fazer todos os links em Javascript, em vez de usar a tag <a>), o evitar de Flash, Java e afins, etc.. Afinal, os “bots” dos motores de busca são muito semelhantes a browsers de texto…
  7. Links internos - isto não é preocupante num blog, já que o software do mesmo se encarrega, normalmente, de o fazer decentemente. Mas, num outro tipo de site, ter páginas que só sejam acessíveis a partir de uma única não é boa ideia. O site deve ter uma estrutura lógica e coerente. Fazer um “site map” pode também ser uma boa ideia.

Tal como disse, tudo isto são boas práticas de web design, que qualquer designer competente terá em mente ao criar uma página ou site. Ou seja, ser um bom web designer é mais de meio caminho andado para uma página estar optimizada em termos de SEO.

E, finalmente, uma que tem, obviamente, a ver apenas com SEO: keywords. Ou seja, uma página deve mencionar, idealmente num dos primeiros parágrafos, e possivelmente mais do que uma vez em toda a página, o seu assunto. E deve incluir a palavra ou expressão que se imagina alguém a usar numa pesquisa, estando interessado no assunto da página.

A seguir: métodos “off-site”

Introdução ao SEO #2: O que é SEO?

(NOTA: este post é parte da série Introdução ao SEO)

SEO são as iniciais de “Search Engine Optimization”, ou optimização para motores de busca. Trata-se da arte de fazer o maior número de pessoas chegar a um determinado site - preferencialmente, quem esteja potencialmente interessado no mesmo.

Isto parece confuso, não é? OK, vamos tentar uma definição diferente: SEO são as várias formas de aumentar a probabilidade de alguém procurar pelo assunto de um site, e o site aparecer nos primeiros resultados da pesquisa.

Está melhor? Acho que mais simples do que isso não se arranja. :)

Existem, basicamente, dois tipos de SEO:

  1. No próprio site (on-site): aquilo que se faz no site para os motores de busca o indexarem da melhor forma possível.
  2. Fora do site (off-site): fazer com que outros sites linkem para o nosso.

Cada um dos anteriores será expandido numa das próximas duas partes.

É também possível classificar o SEO em dois géneros: “white hat” (técnicas “honestas”) e “black hat” (técnicas menos honestas). Só irei falar aqui das primeiras. As segundas implicam mais trabalho, só funcionam por um curto período de tempo, e acabam, a médio prazo, por prejudicar o site em termos de SEO, já que os motores de busca tentam combater (e punir) este tipo de técnicas.

Alguns exemplos das mesmas: splogs (blogs de spam), comentários de spam em blogs, “keyword stuffing”, conteúdo escondido (ex. texto e fundo da mesma cor), conteúdo diferente apresentado a motores de busca e a utilizadores, etc.. Como disse, estes métodos cada vez funcionam pior, se é que funcionam de alguma forma actualmente, e quase sempre acabam por ser prejudiciais. A minha recomendação é: esquece-os.

Aliás, por certos supostos “especialistas em SEO” acharem que SEO é, precisamente, o uso desses métodos, que cada vez funcionam menos, é que hoje em dia há quem diga que “o SEO está a morrer”. Não está. Só esses métodos é que perderam a eficácia. Os métodos demonstrados nas duas partes que se seguem continuam a funcionar perfeitamente. :)

Introdução ao SEO #1: Introdução à série

(NOTA: este post é parte da série Introdução ao SEO)

Bem-vindo/a à segunda série do Arte de Blogar.

O objectivo da série, como o nome da mesma sugere, é introduzir os leitores ao SEO (Search Engine Optimization), termo esse que será expandido na segunda parte da série. O que aqui vai ser dito não é nada do outro mundo, e não vai transformar ninguém num “guru de SEO”, se bem que pode ser um óptimo ponto de partida para isso. Há muitos sites, blogs, fóruns e livros sobre o assunto (eu próprio já li alguns deles), que podem ser usados para ir mais longe, e irei sugerir alguns no fim da série. Mas, para quem sabe pouco ou nada sobre o assunto… estás no lugar certo. :)

Porque é que decidi escrever esta série? Uma das razões principais é o lamentável estado do SEO em Portugal (e provavelmente noutros países), em que mesmo os sites de “grandes” marcas ou empresas são feitos por quem, obviamente, nem sabe que é possível optimizar um site para aparecer melhor posicionado nos motores de busca. O resultado disso chega a ser cómico: posts em blogs pessoais ultrapassam os sites oficiais das marcas, ocasionalmente. E não me refiro a blogs ultra-mega-optimizados em termos de SEO. Simplesmente, por usarem software como o WordPress, ou serviços como o Blogger, têm HTML mais válido do que os sites das empresas (sobretudo portuguesas, as quais ainda não descobriram o que é HTML válido, nem que há browsers para além do Internet Explorer 6), e têm… títulos. Pois é, há quem ainda não tenha descoberto a tag <title>. :)

Já agora, a série é para ser lida por ordem. Existe um índice da série, que será actualizado à medida que as partes vão sendo escritas.





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