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Introdução ao SEO #4: métodos de SEO "off-site"

(NOTA: este post é parte da série Introdução ao SEO)

Depois daquilo que se faz no site propriamente dito, o que é que falta? De uma forma ultra-simplificada, só isto: links para o site.

Naturalmente, a coisa não é tão básica como isso.

Nos velhos tempos (isto é, anos 90), era, normalmente, importante adicionar o site aos motores de busca. Hoje em dia, porém, apesar de isso ainda ser possível, é praticamente inútil, visto que os motores de busca “preferem” descobrir eles próprios os sites, através dos seus “bots” (também conhecidos como “spiders” ou “crawlers”). Por outras palavras, preferem vir parar a um site por terem seguido um link noutro site, e indexá-lo de seguida.

Além disso, uma das formas de os motores de busca deduzirem a “qualidade” (ou relevância) de um site é medirem os links externos que apontam para o referido. Não se trata, porém, apenas de uma questão de quantidade… Muito pelo contrário. Os links de sites eles próprios relevantes têm muito mais “peso” do que links de “sites zés-ninguém”. Aliás, até é possível haver links com peso negativo, vindos de splogs (blogs de spam) e afins.

Isto porquê? Porque, a certa altura, tipos menos honestos viram que haver muitos links para um site ajudava… e então arranjaram forma de os gerar em massa. Felizmente, os motores de busca esforçam-se por combater a eficácia desses métodos, de forma a proporcionarem resultados fiáveis, e esses spammers acabam em geral por ser punidos.

Fora esses casos, no entanto, pode-se considerar que todos os links têm um efeito positivo. Variam, no entanto, entre o “quase insignificante” e o “muito valioso”.

Uma forma aproximada de obter o valor de um link é a consulta do PageRank (PR) de uma página. Se bem que o PR é apenas um dos muitos factores que o Google usa para determinar a relevância de uma página, na prática acaba por ser proporcional ao referido valor. Uma forma de ver o PR de uma página é usar um plugin de Firefox como o SearchStatus (que recomendo), ou a Toolbar do Google.

Note-se que o PR visível nesses plugins só é actualizado umas 3-4 vezes por ano, se bem que internamente é actualizado com muito maior frequência.

Logicamente, um link de uma página com PR (ou relevância) elevado vale muito mais do que um de uma página de PR baixo.

Como conseguir links? Bem, há várias formas:

  • Pedi-los (por mail, por exemplo)
  • Pagar por eles - muito comum em directorias
  • Ter um site suficientemente bom e popular para os outros linkarem para ele espontaneamente :)

Introdução ao SEO #3: métodos de SEO "on-site"

(NOTA: este post é parte da série Introdução ao SEO)

Um aviso: os métodos que se seguem não são, provavelmente, aquilo de que estão à espera. :) São, no entanto, aqueles que provavelmente são mais importantes… mais fáceis de implementar… e também, infelizmente, mais frequentemente ignorados. Em grande parte, porque, aparentemente, nada têm a ver com SEO!

E, de certa forma, não têm… directamente. São métodos, no entanto, que todos os web designers já deviam usar (mesmo antes de se preocuparem com SEO), e muitas vezes não o fazem, por ignorância, preguiça, ou FrontPages. :)

Aqui vai a lista dos métodos:

  1. HTML válido - muito chocados? :) Lembremo-nos de que os “bots” dos motores de busca são, de certa forma, browsers - menos sofisticados do que um Firefox, sem dúvida, mas, tal como ele, interpretam HTML. Este deve ser correcto, ou pode confundir os referidos “bots”.
  2. Títulos - Muitas vezes são esquecidos, o que faz com que posts em blogs pessoais ultrapassem sites de grandes empresas em termos de SEO - o que é no mínimo ridículo. Convém também ter atenção à qualidade dos mesmos - isto parece óbvio, mas o título de uma página deve mencionar / estar relacionado com o assunto dela! Mais detalhes em A Importância dos Títulos.
  3. Páginas ligeiras e uso de CSS - os motores de busca podem não indexar todo o conteúdo de páginas demasiado grandes, e a separação de forma e conteúdo possibilitada pelo uso de CSS (em ficheiros separados) ajuda a reduzir o tamanho das mesmas.
  4. Tags de estrutura - <h1>, <h2>, <h3>, <h4>, etc.. Os motores de busca usam-nas para saber o que é importante em cada página ou secção de página, que “keywords” são importantes, e afins.
  5. Meta tags - description, keywords, etc.. Sim, hoje têm muito menos importância do que antigamente, mas ainda há motores de busca que as usam para algo. E, de qualquer forma, não se perde nada.
  6. Acessibilidade - a qual, muitas vezes, equivale a tornar o site o mais navegável possível num browser de texto. Exemplos: texto de alternativa nas imagens, links “normais” (uma das maiores aberrações nos dias que correm é fazer todos os links em Javascript, em vez de usar a tag <a>), o evitar de Flash, Java e afins, etc.. Afinal, os “bots” dos motores de busca são muito semelhantes a browsers de texto…
  7. Links internos - isto não é preocupante num blog, já que o software do mesmo se encarrega, normalmente, de o fazer decentemente. Mas, num outro tipo de site, ter páginas que só sejam acessíveis a partir de uma única não é boa ideia. O site deve ter uma estrutura lógica e coerente. Fazer um “site map” pode também ser uma boa ideia.

Tal como disse, tudo isto são boas práticas de web design, que qualquer designer competente terá em mente ao criar uma página ou site. Ou seja, ser um bom web designer é mais de meio caminho andado para uma página estar optimizada em termos de SEO.

E, finalmente, uma que tem, obviamente, a ver apenas com SEO: keywords. Ou seja, uma página deve mencionar, idealmente num dos primeiros parágrafos, e possivelmente mais do que uma vez em toda a página, o seu assunto. E deve incluir a palavra ou expressão que se imagina alguém a usar numa pesquisa, estando interessado no assunto da página.

A seguir: métodos “off-site”


Introdução ao SEO #2: O que é SEO?

(NOTA: este post é parte da série Introdução ao SEO)

SEO são as iniciais de “Search Engine Optimization”, ou optimização para motores de busca. Trata-se da arte de fazer o maior número de pessoas chegar a um determinado site - preferencialmente, quem esteja potencialmente interessado no mesmo.

Isto parece confuso, não é? OK, vamos tentar uma definição diferente: SEO são as várias formas de aumentar a probabilidade de alguém procurar pelo assunto de um site, e o site aparecer nos primeiros resultados da pesquisa.

Está melhor? Acho que mais simples do que isso não se arranja. :)

Existem, basicamente, dois tipos de SEO:

  1. No próprio site (on-site): aquilo que se faz no site para os motores de busca o indexarem da melhor forma possível.
  2. Fora do site (off-site): fazer com que outros sites linkem para o nosso.

Cada um dos anteriores será expandido numa das próximas duas partes.

É também possível classificar o SEO em dois géneros: “white hat” (técnicas “honestas”) e “black hat” (técnicas menos honestas). Só irei falar aqui das primeiras. As segundas implicam mais trabalho, só funcionam por um curto período de tempo, e acabam, a médio prazo, por prejudicar o site em termos de SEO, já que os motores de busca tentam combater (e punir) este tipo de técnicas.

Alguns exemplos das mesmas: splogs (blogs de spam), comentários de spam em blogs, “keyword stuffing”, conteúdo escondido (ex. texto e fundo da mesma cor), conteúdo diferente apresentado a motores de busca e a utilizadores, etc.. Como disse, estes métodos cada vez funcionam pior, se é que funcionam de alguma forma actualmente, e quase sempre acabam por ser prejudiciais. A minha recomendação é: esquece-os.

Aliás, por certos supostos “especialistas em SEO” acharem que SEO é, precisamente, o uso desses métodos, que cada vez funcionam menos, é que hoje em dia há quem diga que “o SEO está a morrer”. Não está. Só esses métodos é que perderam a eficácia. Os métodos demonstrados nas duas partes que se seguem continuam a funcionar perfeitamente. :)

Introdução ao SEO #1: Introdução à série

(NOTA: este post é parte da série Introdução ao SEO)

Bem-vindo/a à segunda série do Arte de Blogar.

O objectivo da série, como o nome da mesma sugere, é introduzir os leitores ao SEO (Search Engine Optimization), termo esse que será expandido na segunda parte da série. O que aqui vai ser dito não é nada do outro mundo, e não vai transformar ninguém num “guru de SEO”, se bem que pode ser um óptimo ponto de partida para isso. Há muitos sites, blogs, fóruns e livros sobre o assunto (eu próprio já li alguns deles), que podem ser usados para ir mais longe, e irei sugerir alguns no fim da série. Mas, para quem sabe pouco ou nada sobre o assunto… estás no lugar certo. :)

Porque é que decidi escrever esta série? Uma das razões principais é o lamentável estado do SEO em Portugal (e provavelmente noutros países), em que mesmo os sites de “grandes” marcas ou empresas são feitos por quem, obviamente, nem sabe que é possível optimizar um site para aparecer melhor posicionado nos motores de busca. O resultado disso chega a ser cómico: posts em blogs pessoais ultrapassam os sites oficiais das marcas, ocasionalmente. E não me refiro a blogs ultra-mega-optimizados em termos de SEO. Simplesmente, por usarem software como o WordPress, ou serviços como o Blogger, têm HTML mais válido do que os sites das empresas (sobretudo portuguesas, as quais ainda não descobriram o que é HTML válido, nem que há browsers para além do Internet Explorer 6), e têm… títulos. Pois é, há quem ainda não tenha descoberto a tag <title>. :)

Já agora, a série é para ser lida por ordem. Existe um índice da série, que será actualizado à medida que as partes vão sendo escritas.





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