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Testes de Sites: melhorar pequenas coisas

Há dias, experimentei submeter um dos meus sites, o Planet Atheism, a vários testes (ver abaixo). A razão pela qual escolhi esse site foi, de certa forma, para me “desafiar”; blogs são comuns demais, e em mini-sites eu controlo tudo a um ponto que não dá luta. :) O PA é um desafio porque agrega conteúdo de (actualmente) 90 blogs diferentes, usando os feeds deles (com permissão de cada um, é claro), e a maior parte dos bloggers não é técnico, nem se preocupa com coisas como “HTML válido”. O que eu faço é, além de partir dos feeds, filtrar certas tags “más”, e depois ainda passar o resultado pelo Tidy, com um conjunto de parâmetros específico. Resultado: XHTML 1.0 Transitional válido. Foram precisos meses para limar arestas (ocasionalmente, ainda vinha algum post com algum tipo de tag que “estragava” todo o site), mas já há bastante tempo (uns 3 meses ou mais) que não há qualquer problema. E é um site pequeno (tem menos de 10 páginas diferentes), e de sucesso crescente (actualmente, uns 300 hits por dia, mais 200 a ler o feed, e isso vem a aumentar a pouco e pouco). Logo, foi a “vítima” perfeita.

Que testes fiz? Para já, o Sitescore da Silktide, cuja versão 2 foi recentemente lançada. É um excelente teste, que “ataca” coisas nas quais nunca tinha pensado (ver à frente), e que é bom para nos fazer “regressar à Terra”, quando pensamos que não há o que melhorar num site. :)

Depois, fiz este conjunto de testes. São, na sua maioria, testes de acessibilidade, e vão desde coisas básicas (ex. imagens com a descrição “alt”) até alguns exageros (na minha opinião), que só se podem resolver usando XHTML Strict (ou seja, Transitional 100% válido falha). De qualquer forma, serviram para corrigir algumas coisas.

Como disse, achei o Sitescore bastante interessante, porque me chamou a atenção para coisas nas quais não tinha pensado. Por exemplo, uma das pontuações refere-se à legibilidade dos URLs. É certo que, na maior parte dos casos, as pessoas navegam até cada URL, ou usam bookmarks, mas, mesmo assim, porque não usar preferencialmente URLs sem coisas tipo ?id=01923? Ou, por exemplo, porque é que somos tão obcecados por mostrar a tecnologia ao utilizador: .html, .php, .asp, etc.?

Outra coisa que o teste aponta são os links para sítios diferentes com o mesmo texto. Por exemplo, “para fazer isto, clique aqui, e para fazer aquilo, clique aqui.” Idealmente, o texto seria diferente para cada um, em vez do “clique aqui” repetido. Mais idealmente ainda, o texto seria descritivo do link em questão (ex. “tabela de tipos de zombies“), em vez de um “clique aqui” genérico.

Claro que estas coisas não são absolutamente vitais, mas o “vital” não requer testes destes; vê-se logo. :) Porque não atacar estes pequenos problemas? Em poucos minutos de alterações, fiz o Sitescore do Planet Atheism subir vários pontos, melhorei o HTML do site, tornei os URLs mais “bonitos”, e assim por diante. (não deu para resolver o problema do texto dos links, porque o conteúdo é agregado de vários sites, e não vou realmente estar a modificar esse conteúdo.)

Safari para Windows

Saiu hoje o browser Safari para Windows. Para quem não sabe (o que duvido que aconteça com a maioria dos leitores deste blog), é o browser de “default” no Mac OS.

Ainda está em beta, e já vi várias pessoas a queixar-se de pequenos problemas, por isso suponho que não vá, pelo menos para já, substituir o Firefox ou o Opera como browser habitual de quem usa Windows (e quem ainda usa IE, provavelmente, nem sabe o que é um “browser” e chama ao IE “a internet” :) ). Mas pode ter, mesmo para quem não o escolha usar, um uso importante: testar sites. Afinal, qualquer web developer / designer decente testa o que faz em vários browsers (sim, mesmo o IE :) ), e, se não tivesse um Macintosh à mão, testar no Safari podia ser complicado. A existência de uma versão Windows resolve o problema.


Usabilidade em séries

Acho que não teria jeito para vendedor… sou honesto demais em relação aos meus erros. Quando faço disparates dos grandes, admito-o… e isso parece mal, eu sei. :)

Por exemplo, um disparate grande, neste blog, que demorou 1 ano e 4 meses a ser corrigido. Um disparate de usabilidade.

Estão a ver a série? Imaginemos que alguém acabou de a descobrir. Até há horas atrás, abria a parte 1, lia-a… “e agora?”

Pois é, faltava um link para a parte seguinte em todas as partes. Era preciso fazer “back”, voltando assim ao índice, e depois clickar na parte seguinte. O que é absolutamente ridículo, estúpido, e… bom, chega de de me auto-punir por agora.

Porque é que reparei nisto hoje? Porque, como mencionei no post anterior, estive há bocado a fazer uma coisa que nunca tinha feito antes: ler a série toda, parte após parte (para corrigir erros e actualizar algumas coisas). E depressa constatei que a navegação era péssima.

E nunca tinha reparado nisso, porque os posts foram escritos (e lidos, para detectar erros) um a um, na altura. Ou seja, nunca tinha de navegar de um para o outro. Até hoje.

Bem, é uma lição de usabilidade (e de humildade também, de certa forma). Moral da história: é essencial pormo-nos no lugar dos utilizadores, sobretudo no caso de um que tenha chegado ao nosso site pela primeira vez, e não saiba o que nós sabemos.

E agora tenho de fazer o mesmo para a versão em inglês da série… ouch… acho que deixo para amanhã. :)





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