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Optimização dos títulos de páginas num blog

Se leste a série, de certeza que a parte intitulada A Importância dos Títulos não te passou despercebida. Os títulos (ou seja, a parte entre as tags <title> </title>) são uma das partes mais importantes, e mais ignoradas, da opimização para motores de busca (SEO), hoje em dia, e o mesmo é válido para cada página / post de um blog. Não só influenciam o “ranking” nos resultados de motores de busca, mas também são o que efectivamente é visível nesses mesmos resultados, e um mau título tem muito menos probabilidades de ser clickado… mesmo que o conteúdo seja exactamente o que o utilizador procura.

No caso dos blogs, o software de blogging, tipicamente, insere o nome do blog e do post automaticamente, o que é um bom princípio. Mas é possível fazer melhor? Foi o que decidi investigar - e ainda o estou a fazer.

A maioria dos “themes” do WordPress, incluindo o de “default”, utiliza o formato comum de Nome do blog - Título do post. Que, como qualquer blogger “sério” deverá saber, é uma má ideia. As pessoas estão interessadas no post, e não no blog, pelo menos inicialmente (mais tarde, claro, podem-se tornar leitores regulares). O nome do teu blog será o mesmo para todos os teus posts, por isso, se alguém procura por algo e o que aparece nos resultados da pesquisa é o nome do blog (que pode não estar relacionado com o que a pessoa procurou, ou, mesmo estando relacionado, é de certeza genérico e abrangente demais), isso fará com que esses resultados sejam muitas vezes ignorados.

Mais uma vez: ninguém procura por blogs. As pessoas procuram, sim, por posts.

O que, obviamente, sugere que inverter a ordem seja uma boa ideia… e, sem dúvida, é. Por isso, vários themes como o K2 já o fazem automaticamente (se bem que esse insere um “at” entre o título do post e o nome do blog, o que não me agrada — se bem que é fácil de modificar, obviamente), e há também plugins para o fazer, como o Optimal Title.

Mas é isto o melhor que se pode fazer? É o que tenho feito até agora, mas… será que dá para ir mais longe? Que tal remover o nome do blog das páginas de posts individuais (não da página frontal, é claro)?

Não só deve ser melhor em termos de SEO, mas deverá tornar os resultados de pesquisas mais apelativos. Afinal, o nome do post deve ser — e ser apenas — aquilo que o utilizador procura. Ele não está interessado em saber que o a página faz parte deste ou daquele blog, nesta fase. Uma página cujo nome seja aquilo que ele procura, portanto, tem as chances máximas de ser visitada.

Já o estou a testar em vários dos meus blogs (não neste, para já, por outras razões). Naturalmente, vai demorar algumas semanas para o Google e outros re-indexarem cada página e as passarem a mostrar com o título reduzido, mas, espero eu, os resultados serão positivos.

Introdução ao SEO #4: métodos de SEO "off-site"

(NOTA: este post é parte da série Introdução ao SEO)

Depois daquilo que se faz no site propriamente dito, o que é que falta? De uma forma ultra-simplificada, só isto: links para o site.

Naturalmente, a coisa não é tão básica como isso.

Nos velhos tempos (isto é, anos 90), era, normalmente, importante adicionar o site aos motores de busca. Hoje em dia, porém, apesar de isso ainda ser possível, é praticamente inútil, visto que os motores de busca “preferem” descobrir eles próprios os sites, através dos seus “bots” (também conhecidos como “spiders” ou “crawlers”). Por outras palavras, preferem vir parar a um site por terem seguido um link noutro site, e indexá-lo de seguida.

Além disso, uma das formas de os motores de busca deduzirem a “qualidade” (ou relevância) de um site é medirem os links externos que apontam para o referido. Não se trata, porém, apenas de uma questão de quantidade… Muito pelo contrário. Os links de sites eles próprios relevantes têm muito mais “peso” do que links de “sites zés-ninguém”. Aliás, até é possível haver links com peso negativo, vindos de splogs (blogs de spam) e afins.

Isto porquê? Porque, a certa altura, tipos menos honestos viram que haver muitos links para um site ajudava… e então arranjaram forma de os gerar em massa. Felizmente, os motores de busca esforçam-se por combater a eficácia desses métodos, de forma a proporcionarem resultados fiáveis, e esses spammers acabam em geral por ser punidos.

Fora esses casos, no entanto, pode-se considerar que todos os links têm um efeito positivo. Variam, no entanto, entre o “quase insignificante” e o “muito valioso”.

Uma forma aproximada de obter o valor de um link é a consulta do PageRank (PR) de uma página. Se bem que o PR é apenas um dos muitos factores que o Google usa para determinar a relevância de uma página, na prática acaba por ser proporcional ao referido valor. Uma forma de ver o PR de uma página é usar um plugin de Firefox como o SearchStatus (que recomendo), ou a Toolbar do Google.

Note-se que o PR visível nesses plugins só é actualizado umas 3-4 vezes por ano, se bem que internamente é actualizado com muito maior frequência.

Logicamente, um link de uma página com PR (ou relevância) elevado vale muito mais do que um de uma página de PR baixo.

Como conseguir links? Bem, há várias formas:

  • Pedi-los (por mail, por exemplo)
  • Pagar por eles - muito comum em directorias
  • Ter um site suficientemente bom e popular para os outros linkarem para ele espontaneamente :)

Introdução ao SEO #3: métodos de SEO "on-site"

(NOTA: este post é parte da série Introdução ao SEO)

Um aviso: os métodos que se seguem não são, provavelmente, aquilo de que estão à espera. :) São, no entanto, aqueles que provavelmente são mais importantes… mais fáceis de implementar… e também, infelizmente, mais frequentemente ignorados. Em grande parte, porque, aparentemente, nada têm a ver com SEO!

E, de certa forma, não têm… directamente. São métodos, no entanto, que todos os web designers já deviam usar (mesmo antes de se preocuparem com SEO), e muitas vezes não o fazem, por ignorância, preguiça, ou FrontPages. :)

Aqui vai a lista dos métodos:

  1. HTML válido - muito chocados? :) Lembremo-nos de que os “bots” dos motores de busca são, de certa forma, browsers - menos sofisticados do que um Firefox, sem dúvida, mas, tal como ele, interpretam HTML. Este deve ser correcto, ou pode confundir os referidos “bots”.
  2. Títulos - Muitas vezes são esquecidos, o que faz com que posts em blogs pessoais ultrapassem sites de grandes empresas em termos de SEO - o que é no mínimo ridículo. Convém também ter atenção à qualidade dos mesmos - isto parece óbvio, mas o título de uma página deve mencionar / estar relacionado com o assunto dela! Mais detalhes em A Importância dos Títulos.
  3. Páginas ligeiras e uso de CSS - os motores de busca podem não indexar todo o conteúdo de páginas demasiado grandes, e a separação de forma e conteúdo possibilitada pelo uso de CSS (em ficheiros separados) ajuda a reduzir o tamanho das mesmas.
  4. Tags de estrutura - <h1>, <h2>, <h3>, <h4>, etc.. Os motores de busca usam-nas para saber o que é importante em cada página ou secção de página, que “keywords” são importantes, e afins.
  5. Meta tags - description, keywords, etc.. Sim, hoje têm muito menos importância do que antigamente, mas ainda há motores de busca que as usam para algo. E, de qualquer forma, não se perde nada.
  6. Acessibilidade - a qual, muitas vezes, equivale a tornar o site o mais navegável possível num browser de texto. Exemplos: texto de alternativa nas imagens, links “normais” (uma das maiores aberrações nos dias que correm é fazer todos os links em Javascript, em vez de usar a tag <a>), o evitar de Flash, Java e afins, etc.. Afinal, os “bots” dos motores de busca são muito semelhantes a browsers de texto…
  7. Links internos - isto não é preocupante num blog, já que o software do mesmo se encarrega, normalmente, de o fazer decentemente. Mas, num outro tipo de site, ter páginas que só sejam acessíveis a partir de uma única não é boa ideia. O site deve ter uma estrutura lógica e coerente. Fazer um “site map” pode também ser uma boa ideia.

Tal como disse, tudo isto são boas práticas de web design, que qualquer designer competente terá em mente ao criar uma página ou site. Ou seja, ser um bom web designer é mais de meio caminho andado para uma página estar optimizada em termos de SEO.

E, finalmente, uma que tem, obviamente, a ver apenas com SEO: keywords. Ou seja, uma página deve mencionar, idealmente num dos primeiros parágrafos, e possivelmente mais do que uma vez em toda a página, o seu assunto. E deve incluir a palavra ou expressão que se imagina alguém a usar numa pesquisa, estando interessado no assunto da página.

A seguir: métodos “off-site”

Introdução ao SEO #2: O que é SEO?

(NOTA: este post é parte da série Introdução ao SEO)

SEO são as iniciais de “Search Engine Optimization”, ou optimização para motores de busca. Trata-se da arte de fazer o maior número de pessoas chegar a um determinado site - preferencialmente, quem esteja potencialmente interessado no mesmo.

Isto parece confuso, não é? OK, vamos tentar uma definição diferente: SEO são as várias formas de aumentar a probabilidade de alguém procurar pelo assunto de um site, e o site aparecer nos primeiros resultados da pesquisa.

Está melhor? Acho que mais simples do que isso não se arranja. :)

Existem, basicamente, dois tipos de SEO:

  1. No próprio site (on-site): aquilo que se faz no site para os motores de busca o indexarem da melhor forma possível.
  2. Fora do site (off-site): fazer com que outros sites linkem para o nosso.

Cada um dos anteriores será expandido numa das próximas duas partes.

É também possível classificar o SEO em dois géneros: “white hat” (técnicas “honestas”) e “black hat” (técnicas menos honestas). Só irei falar aqui das primeiras. As segundas implicam mais trabalho, só funcionam por um curto período de tempo, e acabam, a médio prazo, por prejudicar o site em termos de SEO, já que os motores de busca tentam combater (e punir) este tipo de técnicas.

Alguns exemplos das mesmas: splogs (blogs de spam), comentários de spam em blogs, “keyword stuffing”, conteúdo escondido (ex. texto e fundo da mesma cor), conteúdo diferente apresentado a motores de busca e a utilizadores, etc.. Como disse, estes métodos cada vez funcionam pior, se é que funcionam de alguma forma actualmente, e quase sempre acabam por ser prejudiciais. A minha recomendação é: esquece-os.

Aliás, por certos supostos “especialistas em SEO” acharem que SEO é, precisamente, o uso desses métodos, que cada vez funcionam menos, é que hoje em dia há quem diga que “o SEO está a morrer”. Não está. Só esses métodos é que perderam a eficácia. Os métodos demonstrados nas duas partes que se seguem continuam a funcionar perfeitamente. :)

Dica de AdSense: anúncios aleatórios entre 2 posições

Há algum tempo, escrevi aqui sobre uma forma de ter anúncios aleatórios; isto é, numa determinada posição, mostrar um de vários anúncios, aleatoriamente. Utilizando os canais do AdSense, é possível ver quais anúncios (formatos, cores, etc.) funcionam melhor nessa posição.

Mas hoje vou levar-vos mais longe. :)

Que tal escolher anúncios aleatórios entre duas posições? Por exemplo, se quiseres ver se um certo anúncio funciona melhor no topo ou no fundo da página. Como fazer para mostrar um, e apenas um deles?

Fazer o primeiro anúncio aparecer 50% das vezes é fácil. O problema, aqui, é que o segundo anúncio precisa de ter uma forma de saber se o primeiro apareceu ou não.

Há, obviamente, várias formas de o fazer, a maioria das quais implica usar algum tipo de variável para guardar (numa sessão, num cookie, etc.) se o primeiro anúncio foi mostrado. Mas, na minha opinião, há um método muito melhor, que tem a vantagem de ser incrivelmente simples, e não obrigar a guardar seja o que for.

É simples: usar o relógio.

Se a hora actual é par, mostra-se um dos anúncios. Se é ímpar, mostra-se o outro. Cada um deles “sabe” se deve aparecer ou não, de acordo com a hora.

Parece complicado? Não é. Por exemplo, utilizando PHP, na primeira posição põe-se:

function impar($number) { return($number & 1); }
$x = date('G');
if (impar($x)) include "adsense-top.php";

E na segunda posição:

function impar($number) { return($number & 1); }
$x = date('G');
if (!impar($x)) include "adsense-bottom.php";

Os ficheiros “adsense-top.php” e “adsense-bottom.php” podem ser, simplesmente, código AdSense para um anúncio, ou podem eles próprios dividir-se, usando a minha dica original.

Já agora, eu uso horas em vez de minutos (o que daria uma granularidade muito maior) porque quero evitar, ao máximo, a quase ínfima possibilidade de o valor determinante (neste caso, a hora) mudar nos milisegundos entre os dois scripts. Utilizando a hora, isso quase nunca deverá acontecer (nunca me aconteceu, até hoje), se bem que também não seria o fim do mundo.

Como impedir que roubem conteúdo do teu blog

Devido a ser tão fácil começar a fazer dinheiro com o AdSense e serviços semelhantes, muita gente menos escrupulosa pensa que, se conseguirem ter milhares - ou milhões - de páginas, e colocarem anúncios nas mesmas, terão sempre algum tráfego vindo de motores de busca, o que, multiplicado pelos tais milhares ou milhões, implicará um bom dinheiro.

Como é que conseguem ter tantas páginas rapidamente e sem trabalho? Roubando conteúdo a outros - sobretudo através de feeds. Utilizando scripts simples, é possível ler centenas e centenas de feeds, e gerar páginas web a partir deles. Desta forma, conseguem esses milhares ou milhões de páginas, quase instantaneamente, e sem qualquer trabalho.

Felizmente, os motores de busca como o Google “não gostam” de conteúdo repetido, e os seus algoritmos de indexação incluem formas de determinar qual é a “fonte original” de cada conteúdo. Isto ajuda a reduzir a eficácia daquelas páginas de “conteúdo automático”, já que o Google deverá sempre - ou quase sempre - fazer as páginas originais aparecer primeiro nos resultados de pesquisas.

De qualquer forma, há algumas coisas que tu, como blogger, podes fazer para “punir” os ladrões de conteúdos, tornando óbvio que 1) o conteúdo dos sites deles é roubado, e 2) é roubado de ti. Aqui estão algumas possibilidades:

  1. Usa links internos - Quando escreveres um post sobre determinado assunto, quando apropriado, menciona (e linka para) um post teu anterior, relacionado com o assunto. Os scripts dos ladrões, quase de certeza, deixarão esses links intactos. Isso também tem outras vantagens não relacionadas com o roubo de conteúdos, em termos de SEO, e de manter os leitores no teu blog por mais tempo (vês o que quero dizer? :))
  2. Acrescenta uma nota de copyright - seja apenas no feed, seja nos próprios posts também. Por exemplo, se usares o Angsuman’s Feed Copyrighter Plugin for WordPress, passas a ter uma dessas notas (que inclui um link para o teu blog blog) adicionada automaticamente a cada post, no feed (se bem que tive de fazer algumas alterações ao plugin para este funcionar correctamente com o FeedBurner).
  3. Usa feeds incompletos - sem dúvida que isto ajuda, já que os teus feeds se tornam inúteis para os ladrões de conteúdos. E pode até aumentar um pouco o tráfego no teu blog, já que as pessoas já não podem ler os teus posts inteiros no agregador. Mas acho que isto é “evil”. Eu próprio não leio feeds incompletos (não acho prático), e não quero forçar outros a fazê-lo; sendo assim, uso feeds completos. Não vou deixar que aquela escumalha desonesta me force a “estragar” os meus blogs.

Repara que não sugiro queixares-te aos ladrões de conteúdos. Provavelmente não resultará (a não ser que incluas advogados), e não compensa o esforço.

O uso de regras de Apache ou de firewall também pode resultar caso a caso, mas, uma vez mais, é demasiado esforço, e obriga-te a andar “atrás” dos ladrões. E, de qualquer forma, não resultaria com o FeedBurner.

No meu caso, uso o primeiro método, e estou a adoptar o segundo progressivamente nos vários blogs. Assim, fica óbvio tanto para os leitores como para os motores de busca que os artigos têm outra origem… e, incidentalmente, cada post roubado linka para mim. :)

Sim, é verdade que o ladrão poderia programar os seus scripts para tentar remover as mensagens de copyright… mas isso já é mais trabalho do que estarão preparados para fazer, considerando que provavelmente roubam conteúdo de centenas ou milhares de feeds simultaneamente. Ora, isso só compensa se o puderem fazer de forma automática… e isto torna a coisa mais difícil para eles. Ou deixam de roubar os teus feeds, ou ignorarão o problema, e mostrarão as tuas mensagens de copyright… e links para o teu blog em cada post.

Como criar um gráfico do número de comentários em blogs

Sim, é uma sequela do Como criar um gráfico de número de posts. :)

Já uso há meses esse método para visualizar o número de posts posts, neste blog e noutros. Mas, acreditem ou não, só ontem é que me indaguei se seria possível medir os comentários também. Isto é que é estar com atenção… :oops:

A resposta é sim, e foi bastante trivial: foi só fazer um “search & replace” de “posts” para “comments” em todos os scripts, e também nos nomes dos ficheiros. Mas… 4700 comentários?!? Isso dá quase 5 vezes o número de posts, e eu sei que não tenho assim tantos comentários nos blogs…

A explicação é que os comentários marcados como spam também contam. Assim, foi preciso especificar que só queria contar os comentários aprovados.

Como adoramos ver exemplos antes de experimentar as coisas :), aqui está o meu caso.

E agora, os scripts:

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Como criar um gráfico de número de posts (WordPress)

A ideia, aqui, é ter um gráfico de número de posts em um ou mais blogs, por tempo.

Para, começar, um disclaimer que vai ser completamente ignorado: a ideia, aqui, não é passar a usar o número de posts como medida de valor de um blog, ou como objectivo a cumprir, ou seja, quantidade acima da qualidade! Não é nada disso - mas já sei que vou ser acusado de promover tal coisa, mesmo assim. Isto é mais “por piada” do que outra coisa.

Pode, no entanto, ser inspirador - assumindo que se escreve posts interessantes, úteis, de qualidade - olhar para trás e ver quantos posts havia, sei lá, há 6 meses, e quantos há agora. E pode ser interessante observar as próprias tendências de blogging.

Se achas, porém, que olhar para a evolução do número de posts vai fazer com que passes a escrevê-los só para ver a linha subir… esquece tudo isto. Simples. Não quero é ser acusado de promover a subida do número de posts como objectivo principal. :)

Sendo assim… aqui vai.

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Dica de AdSense: NUNCA pedir aos leitores para clickar nos anúncios!

Antigamente, em sites mais “duvidosos” (porno, cracks, etc.) era comum ver-se anúncios (normalmente de porno) e, ao pé deles, mensagens a dizer “clicke aqui para suportar o site”, e semelhantes.

Hoje em dia, isso não é tão comum, e é raríssimo ver isso em sites, sobretudo mais “legítimos”, onde o AdSense é permitido. Aliás, isso vai contra as regras do AdSense, pelo que quem o faz normalmente acaba por ser “expulso” do serviço.

No entanto, ainda há quem peça, de outras formas, para clickar nos anúncios: por mail (ex. mailing lists), ou a amigos.

Mas, se não queres perder o AdSense para sempre (incluíndo qualquer dinheiro que já tenhas acumulado), não o faças!

Porquê? Porque, se eu fosse o Google, e quisesse travar o “click fraud”, arranjaria facilmente uma forma de combater esses dois tipos de “clicks artificiais”. Ora, se eu consigo, muito mais conseguem eles.

No caso de “mensagem aos leitores de um site ou fórum a pedir para clickarem uma ou duas vezes por dia”, o que é que isso provoca? Algumas dezenas ou centenas de utilizadores que clickam em anúncios do mesmo site, regularmente. Isso cria um padrão fácil de detectar nos logs.

Pedir a amigos, por outro lado, faz com que eles pensem “deixa cá clickar muitas vezes, para ajudar o gajo.” Um utilizador a clickar 20 vezes, em alguns segundos, em anúncios do mesmo site? Parece-me óbvio que eles detectam isso. Eu fá-lo-ia.

Aliás, já tive, no passado, de pedir a amigos para não voltarem a fazer isso, porque, para me ajudar, tinham-no feito sem eu lhes pedir… e eu próprio notei algo nas estatísticas. Felizmente, o “culpado” disse-me (afinal, estava a querer ajudar-me), e deu para o “travar”.

Resumindo: clicks não naturais são relativamente fáceis de detectar. Não peçam a ninguém para os fazer, ou arriscam-se a dizer adeus ao AdSense.

Introdução ao SEO #1: Introdução à série

(NOTA: este post é parte da série Introdução ao SEO)

Bem-vindo/a à segunda série do Arte de Blogar.

O objectivo da série, como o nome da mesma sugere, é introduzir os leitores ao SEO (Search Engine Optimization), termo esse que será expandido na segunda parte da série. O que aqui vai ser dito não é nada do outro mundo, e não vai transformar ninguém num “guru de SEO”, se bem que pode ser um óptimo ponto de partida para isso. Há muitos sites, blogs, fóruns e livros sobre o assunto (eu próprio já li alguns deles), que podem ser usados para ir mais longe, e irei sugerir alguns no fim da série. Mas, para quem sabe pouco ou nada sobre o assunto… estás no lugar certo. :)

Porque é que decidi escrever esta série? Uma das razões principais é o lamentável estado do SEO em Portugal (e provavelmente noutros países), em que mesmo os sites de “grandes” marcas ou empresas são feitos por quem, obviamente, nem sabe que é possível optimizar um site para aparecer melhor posicionado nos motores de busca. O resultado disso chega a ser cómico: posts em blogs pessoais ultrapassam os sites oficiais das marcas, ocasionalmente. E não me refiro a blogs ultra-mega-optimizados em termos de SEO. Simplesmente, por usarem software como o WordPress, ou serviços como o Blogger, têm HTML mais válido do que os sites das empresas (sobretudo portuguesas, as quais ainda não descobriram o que é HTML válido, nem que há browsers para além do Internet Explorer 6), e têm… títulos. Pois é, há quem ainda não tenha descoberto a tag <title>. :)

Já agora, a série é para ser lida por ordem. Existe um índice da série, que será actualizado à medida que as partes vão sendo escritas.





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